Um estudo sobre insônia identificou que 60% dos adultos avaliados que apresentavam sintomas do problema utilizavam medicamentos para dormir. O resultado chama atenção para a frequência do uso de remédios e para a necessidade de avaliar alternativas de tratamento para pessoas que enfrentam dificuldades persistentes relacionadas ao sono.
A pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisou pessoas que procuraram atendimento psicológico especializado para insônia. Entre os medicamentos relatados estavam hipnóticos, benzodiazepínicos e outros produtos utilizados para facilitar o sono.
O estudo também apontou o uso de medicamentos sem acompanhamento adequado. Entre os participantes, 39% relataram utilizar medicamentos vendidos sem receita, incluindo produtos que não têm necessariamente a insônia como indicação principal.
Entre os medicamentos mais mencionados estavam os chamados hipnóticos, como o zolpidem, além dos benzodiazepínicos. Os pesquisadores destacam que o uso prolongado de determinados medicamentos pode estar associado a efeitos adversos e dependência.
A insônia não se resume a simplesmente dormir poucas horas. O problema pode envolver dificuldade para iniciar o sono, despertares durante a noite ou acordar antes do horário desejado, acompanhados de prejuízos durante o dia.
Especialistas também apontam a terapia cognitivo-comportamental para insônia como uma das principais abordagens para o tratamento do problema. A estratégia trabalha hábitos, comportamentos e pensamentos relacionados ao sono.
O estudo reforça que medicamentos não devem ser utilizados de forma indiscriminada. Quem apresenta dificuldades persistentes para dormir deve buscar avaliação profissional para identificar as causas e definir o tratamento mais adequado.