O julgamento dos policiais militares acusados de matar um jovem desarmado e rendido em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, entrou no segundo dia com a apresentação de novos vídeos que detalham a ação registrada pelas câmeras corporais utilizadas pelos agentes envolvidos no caso.
As imagens mostram a abordagem realizada pelos policiais e reforçam os elementos já analisados pela investigação, que apontou que a vítima não apresentava resistência no momento em que foi atingida pelos disparos. O caso ganhou grande repercussão nacional desde a divulgação das primeiras gravações.
Dois policiais respondem ao processo presos preventivamente, enquanto outros agentes também foram indiciados por apresentarem versões incompatíveis com o conteúdo registrado pelas câmeras corporais. A defesa dos acusados acompanha o julgamento e apresenta seus argumentos perante o Tribunal do Júri.
O caso reacendeu o debate sobre o uso das câmeras corporais pelas forças de segurança pública, consideradas importantes ferramentas para a apuração de ocorrências policiais e para a transparência das investigações envolvendo o emprego da força.