O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a ampliar as investigações envolvendo o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no inquérito que apura um suposto esquema de venda de sentenças judiciais.
A autorização permite que os investigadores aprofundem a análise de possíveis ligações entre o magistrado, familiares e pessoas investigadas no âmbito da Operação Sisamnes, responsável por apurar suspeitas de corrupção dentro do sistema de Justiça.
A Operação Sisamnes foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de comercialização de decisões judiciais envolvendo integrantes do Poder Judiciário e intermediários.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, a autorização do STF atende a um pedido formulado pela Polícia Federal com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República.
Com a decisão, os investigadores poderão aprofundar diligências relacionadas ao ministro e a pessoas ligadas ao seu círculo familiar, dentro do inquérito já em andamento.
Em nota divulgada à imprensa, a defesa de Marco Buzzi afirmou que o ministro não possui qualquer relação com atividades exercidas por familiares e que desconhece as investigações mencionadas.
Os advogados também destacaram que o magistrado observa as regras de impedimento previstas na legislação e negaram qualquer participação em eventual esquema de venda de decisões judiciais.
A autorização para aprofundamento das investigações ocorre em um momento de grande atenção sobre mecanismos de transparência e combate à corrupção dentro do Poder Judiciário.
Especialistas destacam que a abertura da investigação não representa condenação ou reconhecimento de culpa, servindo para permitir que a Polícia Federal reúna elementos capazes de confirmar ou afastar as suspeitas.
O andamento do inquérito continuará sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, enquanto novas diligências deverão ser realizadas pelos investigadores.