Uma operação da Polícia Federal realizada em Igaratá ganhou repercussão após imagens mostrarem um imóvel de alto padrão, equipado com piscina, embarcações e motos aquáticas, pertencente a um dos investigados que morreu durante a ação policial.
A operação faz parte de uma investigação nacional contra uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico internacional de drogas e na lavagem bilionária de capitais, utilizando empresas de fachada, holdings e criptoativos para ocultar patrimônio ilícito.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado é suspeito de enviar aproximadamente 6,5 toneladas de cocaína para a Europa, utilizando uma sofisticada estrutura logística com atuação em diversos países.
As investigações apontam que os recursos obtidos com o tráfico eram movimentados por meio de empresas e operações financeiras destinadas a dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.
A operação mobilizou policiais federais e estaduais para o cumprimento simultâneo de mandados de prisão, busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros que podem chegar a R$ 1 bilhão, como parte das medidas para desarticular a estrutura financeira da organização criminosa.
Segundo a Polícia Federal, a ação integra um conjunto de operações voltadas ao enfrentamento do tráfico internacional de drogas e da lavagem de dinheiro.
As investigações prosseguem para identificar outros integrantes do grupo, rastrear recursos financeiros e aprofundar as apurações sobre a estrutura utilizada pela organização criminosa para atuar no Brasil e no exterior.