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Presença de águas-vivas aumenta no litoral paulista; veja como se proteger durante o inverno
Especialistas alertam que o período de inverno favorece o aparecimento desses animais nas praias e orientam banhistas sobre como evitar acidentes e agir em caso de queimaduras
23/07/2026 19h47
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba

Quem pretende aproveitar as praias do litoral paulista durante o inverno deve redobrar a atenção. O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) alertou para o aumento da presença de águas-vivas e outros organismos gelatinosos na costa de São Paulo, fenômeno considerado comum nesta época do ano devido às condições climáticas e às correntes marítimas.

Embora a maioria dos contatos provoque apenas dor intensa e irritação na pele, algumas espécies podem causar reações mais graves, principalmente em crianças, idosos, pessoas alérgicas e indivíduos com problemas de saúde.

Por que há mais águas-vivas no inverno?

Segundo especialistas, ventos, correntes marítimas e mudanças nas condições do mar favorecem a aproximação das águas-vivas da faixa de areia durante o inverno.

Esses animais podem aparecer tanto na água quanto encalhados na praia. Mesmo quando parecem mortos, continuam oferecendo risco, pois seus tentáculos permanecem capazes de liberar substâncias urticantes responsáveis pelas queimaduras.

Como evitar acidentes

Os bombeiros orientam que os banhistas adotem alguns cuidados simples para reduzir o risco de acidentes:

O que fazer em caso de queimadura

Caso ocorra contato com uma água-viva, a principal recomendação é manter a calma e procurar imediatamente um posto de guarda-vidas ou atendimento médico.

As orientações incluem:

Se houver sintomas como dificuldade para respirar, tontura, desmaio ou reação alérgica intensa, a vítima deve ser encaminhada imediatamente para atendimento médico.

Atenção também às caravelas-portuguesas

Além das águas-vivas, especialistas alertam para a presença eventual das caravelas-portuguesas, organismos frequentemente confundidos com águas-vivas, mas que possuem toxinas mais potentes e podem provocar lesões mais graves.

Esses animais apresentam um flutuador azul-arroxeado e tentáculos longos, que também continuam ativos mesmo após o encalhe na areia. A recomendação é nunca tocá-los e avisar imediatamente os guarda-vidas caso sejam encontrados.

Com a intensificação da presença desses organismos durante o inverno, a orientação das autoridades é que os banhistas mantenham atenção às condições das praias e sigam as recomendações dos profissionais de salvamento para aproveitar o litoral com segurança.