O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 divulgou o ranking atualizado das cidades e estados com as maiores taxas de mortes violentas intencionais do país em 2025. O levantamento mostra que a violência continua concentrada principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde disputas entre facções criminosas e o tráfico de drogas exercem forte influência sobre os indicadores.
As mortes violentas intencionais incluem homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial, metodologia utilizada nacionalmente para comparar os índices entre estados e municípios.
Segundo o estudo, diversas cidades dessas regiões permanecem entre as mais violentas do país, refletindo desafios históricos relacionados à presença de organizações criminosas, vulnerabilidade social e dificuldades estruturais na segurança pública.
Especialistas apontam que a disputa por rotas do tráfico de drogas e pelo controle de territórios continua sendo um dos principais fatores responsáveis pelos elevados índices de homicídios em diversas localidades.
Nos últimos anos, a expansão de organizações criminosas para cidades médias e pequenas também alterou o mapa da violência brasileira.
Além do tráfico, conflitos ligados ao crime organizado, disputas locais e atividades ilegais em áreas de fronteira contribuem para o aumento das taxas de mortes violentas.
Enquanto alguns estados apresentam reduções expressivas nos índices de homicídios, outros continuam enfrentando dificuldades para conter a violência.
O levantamento evidencia que políticas públicas bem estruturadas, integração entre as forças policiais, investimentos em inteligência e ações preventivas costumam estar associadas aos melhores resultados.
Por outro lado, regiões marcadas por conflitos entre facções, baixa capacidade investigativa e vulnerabilidades sociais seguem registrando taxas muito superiores à média nacional.
Apesar da redução observada nos indicadores nacionais ao longo dos últimos anos, especialistas alertam que o Brasil ainda enfrenta enormes desafios para reduzir as desigualdades regionais na área da segurança.
O fortalecimento das investigações, a integração entre os órgãos de segurança, investimentos em tecnologia, políticas sociais e combate ao crime organizado são apontados como medidas fundamentais para reduzir a violência de forma sustentável.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é considerado uma das principais referências nacionais sobre criminalidade e reúne informações fornecidas pelas secretarias estaduais de segurança pública de todo o país.