Saúde Saude
Stealthing: retirada da camisinha sem consentimento traz riscos físicos e psicológicos e acende alerta para vítimas
Prática é considerada uma forma de violência sexual e pode expor vítimas a infecções sexualmente transmissíveis, gravidez não planejada e graves impactos emocionais
18/07/2026 07h46
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba

A retirada intencional do preservativo durante a relação sexual sem o conhecimento ou consentimento da outra pessoa, prática conhecida internacionalmente como stealthing, voltou ao centro dos debates sobre saúde pública e violência sexual. Especialistas alertam que, além de representar uma grave violação da autonomia sexual, a conduta pode provocar consequências físicas, emocionais e jurídicas para as vítimas.

Segundo profissionais da saúde, uma das principais preocupações envolve a exposição inesperada às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), incluindo HIV, sífilis, gonorreia, clamídia e hepatites virais, além do risco de gravidez não planejada.

Do ponto de vista psicológico, os impactos também podem ser profundos. Muitas vítimas relatam sentimentos de traição, medo, ansiedade, culpa, insegurança e perda da confiança em futuros relacionamentos. Em alguns casos, os sintomas evoluem para quadros de depressão, síndrome do pânico ou transtorno de estresse pós-traumático.

Especialistas orientam que, ao perceber que houve a retirada da camisinha sem consentimento, a vítima procure atendimento médico o mais rápido possível. Dependendo do caso, podem ser indicadas medidas como contracepção de emergência, profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP), exames para ISTs e acompanhamento psicológico.

Além do atendimento em saúde, a orientação é registrar a ocorrência junto às autoridades competentes quando houver interesse da vítima, já que a prática vem sendo reconhecida em diferentes países como uma forma de violência sexual.

Os profissionais reforçam que o consentimento deve existir durante toda a relação sexual e pode ser retirado a qualquer momento. Qualquer alteração nas condições previamente acordadas, como a retirada do preservativo sem autorização, rompe esse consentimento e configura uma violação da autonomia da pessoa.