A realização da maior Copa do Mundo já promovida pela FIFA trouxe efeitos econômicos distintos para países, cidades e diferentes setores envolvidos na organização do torneio. Enquanto algumas regiões registraram crescimento expressivo na atividade econômica, outras enfrentaram desafios relacionados aos elevados custos de infraestrutura e à baixa utilização de equipamentos após o encerramento da competição.
Com um número recorde de seleções participantes e partidas distribuídas por diversas cidades, o Mundial movimentou milhões de turistas, impulsionando hotéis, restaurantes, comércio, transporte, entretenimento e serviços ligados ao turismo.
Empresas dos setores de alimentação, hospedagem, mobilidade urbana, aviação e eventos estiveram entre as principais beneficiadas, registrando aumento na demanda durante todo o período da competição.
O setor de tecnologia também ganhou destaque, impulsionado pelo crescimento das transmissões digitais, plataformas de streaming, aplicativos de mobilidade, meios eletrônicos de pagamento e soluções voltadas à experiência dos torcedores.
Por outro lado, especialistas observam que nem todos os investimentos realizados para sediar grandes eventos esportivos geram retorno financeiro imediato. Em algumas localidades, os elevados gastos com construção e modernização de infraestrutura exigirão anos para serem compensados pelo aumento da atividade econômica.
Outro ponto analisado por economistas é o impacto positivo na geração temporária de empregos. Milhares de vagas foram abertas durante a preparação e realização da Copa, especialmente nos setores de construção civil, turismo, segurança, alimentação e serviços. Entretanto, boa parte desses postos de trabalho possui caráter temporário e tende a ser encerrada após o evento.
Também houve ganhos significativos em promoção internacional dos destinos turísticos. Diversas cidades-sede aproveitaram a visibilidade proporcionada pelo torneio para fortalecer sua imagem no mercado global, buscando ampliar o fluxo de visitantes mesmo após o encerramento da competição.
Especialistas destacam que o verdadeiro legado econômico de um megaevento esportivo depende do planejamento realizado antes, durante e depois das competições. Investimentos voltados à mobilidade urbana, qualificação profissional, turismo e infraestrutura permanente costumam gerar benefícios mais duradouros do que aqueles destinados exclusivamente ao evento.
Para analistas, a edição de 2026 ficará marcada não apenas pelo recorde de participantes e pelo alcance global da competição, mas também por evidenciar como grandes eventos esportivos podem produzir efeitos econômicos bastante diferentes, dependendo da estratégia adotada por cada país e cidade envolvidos.