Apesar de muitas pessoas acreditarem que os cigarros eletrônicos (vapes) são menos prejudiciais do que o cigarro convencional, especialistas alertam que os dispositivos também comprometem significativamente a saúde e podem reduzir o desempenho durante a prática de atividades físicas.
Segundo médicos, tanto o cigarro tradicional quanto o vape prejudicam a capacidade do organismo de transportar oxigênio, aumentam a frequência cardíaca, favorecem processos inflamatórios e reduzem a eficiência pulmonar. Como consequência, usuários tendem a apresentar menor resistência física, recuperação mais lenta após os exercícios e maior sensação de cansaço durante os treinos.
Os especialistas destacam ainda que os dispositivos eletrônicos contêm nicotina e outras substâncias químicas capazes de provocar danos ao sistema cardiovascular e respiratório. Embora os mecanismos de funcionamento sejam diferentes dos cigarros convencionais, os riscos para quem pratica exercícios físicos permanecem elevados.
Outro ponto de preocupação é o aumento do consumo de vapes entre adolescentes e adultos jovens, muitas vezes motivado pela falsa percepção de que esses dispositivos seriam uma alternativa segura ao tabagismo. Entidades médicas reforçam que não existem evidências de que o uso de cigarros eletrônicos seja isento de riscos à saúde.
Especialistas recomendam que pessoas que desejam melhorar o condicionamento físico ou iniciar atividades esportivas abandonem tanto o cigarro convencional quanto os dispositivos eletrônicos, já que a interrupção do consumo proporciona benefícios progressivos para os pulmões, o coração e a capacidade respiratória ao longo do tempo.