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Brasil é o país que mais teve aumento de tarifas desde a volta de Trump à Casa Branca
Estudo aponta que nenhum outro parceiro comercial sofreu tantos aumentos tarifários desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca; Planalto avalia medidas de reciprocidade
16/07/2026 14h33
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba

O Brasil tornou-se o país que mais sofreu aumento de tarifas comerciais desde o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (16). A nova rodada de medidas amplia a pressão sobre produtos brasileiros e leva o governo federal a preparar uma resposta baseada na Lei da Reciprocidade Econômica, além da possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Desde que reassumiu o governo norte-americano, Trump adotou uma política comercial mais protecionista e passou a revisar acordos internacionais, impondo novas barreiras tarifárias a diversos países. No caso brasileiro, o volume e a frequência dos aumentos colocaram o Brasil no topo da lista de nações mais afetadas pelas medidas comerciais americanas.

As tarifas anunciadas pelos Estados Unidos atingem milhares de produtos brasileiros, embora itens estratégicos, como café, carne bovina, peças aeronáuticas e alguns produtos agrícolas, tenham permanecido na lista de exceções. Mesmo assim, diversos segmentos da indústria e do agronegócio devem enfrentar custos maiores para acessar o mercado americano.

Governo estuda retaliação

Diante do novo cenário, o governo brasileiro discute medidas de resposta comercial. Entre as alternativas em análise estão a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, que permite adotar restrições equivalentes às impostas por outros países, e a retomada de ações junto à OMC para contestar as tarifas.

Segundo integrantes do governo, a prioridade continua sendo buscar uma solução por meio da negociação diplomática. No entanto, caso não haja avanço nas conversas com Washington, o Brasil poderá aplicar medidas proporcionais sobre interesses comerciais norte-americanos.

Entre as possibilidades analisadas estão restrições envolvendo direitos de propriedade intelectual, royalties e outros mecanismos previstos na legislação brasileira e nos acordos internacionais de comércio.

Impactos para a economia

Especialistas avaliam que o aumento das tarifas tende a reduzir a competitividade de diversos produtos brasileiros no mercado americano, afetando principalmente empresas exportadoras. Ao mesmo tempo, empresários defendem que o diálogo seja mantido para evitar uma escalada da disputa comercial entre os dois países.

Apesar das novas barreiras, economistas destacam que parte das exportações brasileiras permanece protegida pelas exceções anunciadas pelos Estados Unidos, o que reduz parcialmente os impactos imediatos sobre setores considerados estratégicos.

O governo brasileiro informou que continuará monitorando os efeitos das medidas e definirá os próximos passos após concluir a análise técnica das tarifas anunciadas pela administração norte-americana.