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Exame toxicológico para CNH: entenda como a coleta deve ser feita e por que caso na Paraíba foge do protocolo
Especialistas explicam que procedimento segue regras rigorosas de identificação e cadeia de custódia para garantir a confiabilidade dos resultados
16/07/2026 14h35
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba

Um caso registrado na Paraíba, em que um motorista denunciou supostas irregularidades na realização de um exame toxicológico para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), reacendeu o debate sobre como deve ser feita a coleta desse tipo de exame e quais procedimentos são obrigatórios para garantir sua validade.

Segundo as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o exame toxicológico de larga janela de detecção deve seguir um protocolo rígido desde a identificação do condutor até o envio da amostra ao laboratório credenciado, justamente para assegurar a autenticidade do material analisado e evitar fraudes.

O caso investigado na Paraíba chamou atenção porque, de acordo com as informações divulgadas, o procedimento adotado pelo posto de coleta não teria seguido integralmente essas exigências. O próprio laboratório responsável reconheceu que houve uma falha operacional durante a coleta.

Como a coleta deve ser realizada

Pelas regras vigentes, a coleta precisa ser feita exclusivamente por um laboratório credenciado ou por um Posto de Coleta Laboratorial (PCL) contratado oficialmente pelo laboratório responsável pelo exame. Todo o procedimento deve seguir uma cadeia de custódia capaz de garantir a rastreabilidade da amostra desde a coleta até a emissão do laudo.

Entre as etapas obrigatórias estão:

O material normalmente é coletado por meio de cabelos ou pelos corporais, permitindo identificar o consumo de substâncias psicoativas em um período de até aproximadamente 90 dias anteriores ao exame.

Por que o caso da Paraíba foge ao protocolo

Segundo a reportagem, a denúncia envolve uma suposta falha durante a coleta da amostra, situação que não corresponde ao procedimento previsto pela regulamentação.

Após a repercussão, o laboratório informou que identificou um erro operacional e reconheceu que o procedimento adotado não seguiu integralmente o protocolo estabelecido para esse tipo de exame.

Especialistas explicam que qualquer irregularidade na coleta pode comprometer a cadeia de custódia da amostra e, consequentemente, colocar em dúvida a validade do resultado.

Exame é obrigatório para determinadas categorias

O exame toxicológico é exigido para obtenção, renovação ou mudança de categoria da CNH nas categorias C, D e E, destinadas principalmente a motoristas de caminhões, ônibus e veículos de transporte de cargas ou passageiros.

Após a coleta, o laboratório tem prazo de até 15 dias para emitir o laudo e registrar o resultado no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach). O condutor também possui direito à contraprova caso questione um resultado positivo.

As regras foram criadas para garantir maior segurança no trânsito e assegurar que todo o processo ocorra com transparência, confiabilidade e validade jurídica. O episódio ocorrido na Paraíba reforça a importância do cumprimento rigoroso desses protocolos para preservar a credibilidade dos exames e os direitos dos condutores.