Um estudo internacional que acompanhou a evolução da demência ao longo de cerca de 20 anos revelou que a doença continua avançando na América Latina, enquanto diversos países de alta renda registraram redução na incidência de novos casos.
Segundo os pesquisadores, o envelhecimento da população explica parte desse crescimento, mas fatores como baixa escolaridade, desigualdade social, dificuldade de acesso aos serviços de saúde e maior prevalência de doenças cardiovasculares também contribuem para o aumento dos diagnósticos na região.
Nos países desenvolvidos, especialistas atribuem a redução observada principalmente ao maior controle da pressão arterial, diabetes e colesterol, além da melhoria nos níveis de educação, do incentivo à prática de atividades físicas e da adoção de hábitos mais saudáveis ao longo da vida.
A pesquisa reforça que uma parcela significativa dos casos de demência pode ser evitada ou retardada por meio da prevenção. Entre as medidas recomendadas estão manter a pressão arterial controlada, praticar exercícios físicos regularmente, evitar o tabagismo, controlar a perda auditiva, tratar o diabetes, estimular atividades cognitivas e preservar o convívio social.
Especialistas alertam que o diagnóstico precoce continua sendo fundamental para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e permitir intervenções capazes de retardar a progressão da doença, oferecendo mais autonomia e suporte às famílias.