A Aliança Democrática (AD), coligação de centro-direita liderada por Luís Montenegro, venceu as eleições legislativas antecipadas realizadas neste domingo (18) em Portugal. Com 32,1% dos votos, a AD conquistou 86 assentos no Parlamento, ficando aquém da maioria absoluta de 116 cadeiras necessárias para governar sem alianças .
O grande destaque do pleito foi o avanço do partido de extrema-direita Chega, liderado por André Ventura, que obteve 22,56% dos votos e empatou com o Partido Socialista (PS), ambos com 58 deputados. Este resultado representa uma mudança significativa no cenário político português, tradicionalmente dominado por PS e PSD .
O PS, liderado por Pedro Nuno Santos, sofreu uma das maiores derrotas de sua história recente, perdendo 19 cadeiras em relação à legislatura anterior. Diante do resultado, Santos anunciou sua renúncia à liderança do partido e convocou eleições internas para a escolha de um novo líder .
A Iniciativa Liberal (IL) conquistou 9 cadeiras, enquanto o Livre obteve 6. A Coligação Democrática Unitária (CDU) elegeu 3 deputados, e o Bloco de Esquerda (BE) ficou com apenas 1 assento, refletindo o encolhimento das forças de esquerda no Parlamento .
Com a fragmentação do Parlamento e a recusa de Montenegro em formar uma coalizão com o Chega, Portugal enfrenta a perspectiva de mais um governo minoritário. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa deverá iniciar conversações com os líderes partidários para tentar garantir a governabilidade do país .