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Conflito entre Irã e EUA reduz produção de fertilizantes no Brasil e acende alerta para o agronegócio
Falta de enxofre provocada pelas tensões no Oriente Médio levou a Mosaic a diminuir a produção, aumentando a preocupação com custos da próxima safra
14/07/2026 10h37
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba

A guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e seus aliados já começa a produzir reflexos diretos no agronegócio brasileiro. A fabricante de fertilizantes Mosaic, uma das maiores fornecedoras do país, anunciou a redução da produção em suas unidades brasileiras devido à dificuldade de obtenção de enxofre, matéria-prima essencial para a fabricação de fertilizantes fosfatados.

O problema está relacionado às interrupções provocadas pelo conflito no Oriente Médio, região responsável por parte significativa da oferta mundial de enxofre e outros insumos utilizados pela indústria de fertilizantes. Com dificuldades logísticas e redução na disponibilidade do produto, empresas passaram a enfrentar limitações para manter o ritmo normal de produção.

Segundo especialistas, embora ainda não exista risco imediato de desabastecimento, a situação preocupa produtores rurais e o setor agrícola, principalmente em um momento de preparação para a próxima safra brasileira. Caso o conflito se prolongue, o custo dos fertilizantes poderá aumentar, elevando também os gastos de produção no campo.

O Brasil importa grande parte dos fertilizantes utilizados na agricultura e permanece altamente dependente do mercado internacional para o fornecimento de matérias-primas estratégicas. Essa dependência torna o país mais vulnerável a crises geopolíticas, como guerras, sanções econômicas e problemas logísticos internacionais.

Analistas avaliam que a redução da produção da Mosaic pode pressionar ainda mais os preços do setor, especialmente caso outras empresas enfrentem dificuldades semelhantes nas próximas semanas.

Apesar do cenário de preocupação, representantes do agronegócio afirmam que ainda há estoques suficientes para atender parte da demanda atual, mas defendem o fortalecimento da produção nacional de fertilizantes como estratégia para reduzir a dependência externa no longo prazo.