Saúde Saude
Alzheimer: como diferenciar esquecimentos comuns dos primeiros sinais da doença
Especialistas explicam quando as falhas de memória fazem parte do envelhecimento natural e quando podem indicar um quadro que exige avaliação médica
14/07/2026 10h24
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba

Esquecer onde deixou as chaves, demorar alguns minutos para lembrar o nome de uma pessoa ou precisar consultar a agenda para confirmar um compromisso são situações comuns e que, na maioria das vezes, fazem parte do envelhecimento natural. No entanto, quando as falhas de memória começam a comprometer a rotina, a autonomia e a capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia, o quadro pode indicar algo mais sério, como a doença de Alzheimer. O tema foi destaque em reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, que reuniu especialistas para esclarecer as principais diferenças entre o esquecimento comum e os primeiros sinais da doença. (g1.globo.com)

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente pessoas idosas, embora também possa surgir de forma precoce em casos mais raros. A enfermidade provoca alterações no funcionamento do cérebro, comprometendo inicialmente a memória recente e, com a evolução do quadro, outras funções cognitivas, como linguagem, orientação, raciocínio e capacidade de tomar decisões.

Segundo neurologistas, um dos principais sinais de alerta é quando a pessoa passa a esquecer informações recém-aprendidas com frequência, faz repetidamente as mesmas perguntas ou demonstra dificuldade para acompanhar conversas e lembrar compromissos importantes. Diferentemente dos esquecimentos ocasionais, esses episódios começam a interferir diretamente na vida pessoal, profissional e social.

Outro aspecto importante é que pacientes com Alzheimer frequentemente têm dificuldade para executar atividades que antes realizavam com facilidade. Preparar uma refeição, administrar contas da casa, utilizar aparelhos eletrônicos ou encontrar o caminho para locais conhecidos podem se tornar desafios cada vez maiores conforme a doença progride.

Os especialistas destacam que alterações de comportamento também merecem atenção. Mudanças repentinas de humor, irritabilidade, desconfiança excessiva, isolamento social, perda de interesse por atividades habituais e dificuldade para encontrar palavras durante uma conversa podem estar entre os sintomas iniciais da doença.

Apesar de ainda não existir cura, o diagnóstico precoce é considerado fundamental. Quanto antes o Alzheimer for identificado, maiores são as possibilidades de iniciar tratamentos capazes de retardar a progressão dos sintomas, preservar a autonomia do paciente por mais tempo e proporcionar melhor qualidade de vida tanto para a pessoa diagnosticada quanto para seus familiares e cuidadores.

A avaliação médica envolve entrevistas clínicas, exames neurológicos, testes cognitivos e, quando necessário, exames de imagem e laboratoriais para descartar outras condições que também podem causar alterações de memória, como deficiência de vitaminas, distúrbios da tireoide, depressão ou efeitos colaterais de medicamentos.

Especialistas ressaltam ainda que manter hábitos saudáveis pode contribuir para a saúde do cérebro ao longo da vida. A prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle da pressão arterial e do diabetes, estímulo cognitivo por meio da leitura e de atividades intelectuais, além da convivência social, estão entre os fatores associados à redução do risco de declínio cognitivo.

Com o envelhecimento da população brasileira, a conscientização sobre os primeiros sinais do Alzheimer torna-se cada vez mais importante. Identificar precocemente alterações persistentes na memória e buscar orientação médica pode fazer diferença no tratamento e permitir que pacientes e familiares se preparem melhor para enfrentar os desafios impostos pela doença.