A investigação sobre o desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, em Ubatuba, ganhou novos desdobramentos após a prisão temporária da empresária apontada como principal suspeita no caso. Proprietária da pousada onde a vítima trabalhava, ela foi detida durante a Operação Último Rastro, realizada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião.
Inicialmente tratado como desaparecimento, o caso passou a ser investigado como possível homicídio após a polícia reunir novos indícios durante a apuração. O corpo de Berenice, no entanto, ainda não foi encontrado.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, os investigadores apreenderam dois veículos, três armas de fogo, aparelhos celulares e um passaporte pertencentes à suspeita.
Segundo a Polícia Civil, os automóveis poderão ajudar a esclarecer o trajeto percorrido no dia do desaparecimento da cozinheira, que teria deixado a pousada após receber uma carona da própria empregadora. As armas também serão submetidas à perícia, embora ainda não exista confirmação de ligação entre elas e o desaparecimento.
A suspeita permanece presa temporariamente enquanto a Polícia Civil prossegue com as diligências para localizar o corpo da vítima e esclarecer completamente as circunstâncias do caso.
As autoridades informaram que novas perícias e análises dos materiais apreendidos poderão contribuir para o avanço das investigações.