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CAR-T: entenda como funciona a terapia que revolucionou o tratamento do câncer
Tratamento utiliza células de defesa do próprio paciente modificadas em laboratório para combater tumores e representa um dos maiores avanços da medicina oncológica
13/07/2026 09h25 Atualizada há 2 horas
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba

A terapia CAR-T Cell é considerada uma das maiores inovações da medicina no tratamento do câncer. A técnica ganhou destaque após ajudar o ator Sam Neill a controlar um tipo agressivo de câncer no sangue durante os últimos anos de vida. Embora o tratamento não tenha representado uma cura definitiva, permitiu que a doença permanecesse controlada por um longo período.

Especialistas explicam que o CAR-T utiliza as próprias células de defesa do paciente para combater o câncer de forma altamente direcionada.

Como funciona o tratamento

O procedimento começa com a retirada dos linfócitos T, células responsáveis pela defesa do organismo.

Em laboratório, essas células passam por uma modificação genética para receber um receptor artificial — conhecido como CAR (Chimeric Antigen Receptor) — capaz de reconhecer proteínas presentes nas células cancerígenas.

Depois de multiplicadas, as células são reinfundidas no organismo do paciente, onde passam a localizar e destruir os tumores com maior precisão.

Indicações ainda são específicas

Atualmente, a terapia CAR-T é indicada principalmente para alguns tipos de:

Pesquisas em andamento buscam ampliar sua utilização para tumores sólidos, como câncer de mama, pulmão e outros tipos de neoplasias.

Por se tratar de um procedimento complexo, o tratamento é realizado apenas em centros especializados e exige acompanhamento médico rigoroso.

Avanço importante na oncologia

Especialistas consideram a terapia celular um dos principais avanços da medicina personalizada.

Embora nem todos os pacientes respondam da mesma forma ao tratamento, estudos demonstram resultados bastante promissores, especialmente em pessoas que não obtiveram resposta com terapias convencionais.

Pesquisadores seguem desenvolvendo novas versões da tecnologia para aumentar sua eficácia e reduzir efeitos adversos.