Representantes das escolas particulares manifestaram preocupação com a lei que estabelece novas regras para o calendário de férias escolares a partir de 2027. Segundo entidades do setor, a medida interfere diretamente na autonomia das instituições de ensino para organizar seu calendário acadêmico e poderá provocar impactos na gestão pedagógica e administrativa. (g1.globo.com)
As entidades informaram que estudam a possibilidade de ingressar com ações judiciais para questionar a constitucionalidade da norma.
Segundo representantes das instituições particulares, a definição obrigatória das férias escolares pode comprometer cronogramas pedagógicos, contratos de trabalho, planejamento financeiro e a organização de atividades extracurriculares.
O setor argumenta que cada escola possui características próprias e, por isso, deve manter autonomia para definir seu calendário, desde que respeite a carga horária mínima prevista na legislação educacional.
Especialistas avaliam que o tema ainda poderá gerar discussões no meio jurídico e educacional.
Enquanto defensores da nova legislação afirmam que a uniformização das férias facilita a organização das famílias e do setor turístico, representantes das escolas particulares sustentam que mudanças dessa natureza devem preservar a autonomia das instituições de ensino prevista na legislação brasileira.
A expectativa é que o assunto continue sendo debatido antes da entrada em vigor das novas regras, prevista para o calendário letivo de 2027.