A inflação oficial do Brasil apresentou desaceleração em junho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 0,16% no mês, resultado inferior ao observado em maio e também abaixo das expectativas do mercado financeiro.
Com o novo resultado, a inflação acumulada em 12 meses passou para 4,64%, recuando em relação ao índice registrado no mês anterior e aproximando-se do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
O desempenho do IPCA foi recebido de forma positiva por analistas, já que demonstra uma perda de intensidade na alta dos preços observada ao longo dos últimos meses.
Embora o índice continue indicando inflação, o ritmo de crescimento ficou significativamente menor do que em maio, quando a variação havia sido de 0,58%.
Entre os fatores que contribuíram para esse comportamento estão a desaceleração em alguns grupos de consumo e a redução da pressão sobre determinados preços administrados.
O IPCA é considerado o principal indicador da inflação brasileira e serve como referência para as decisões de política monetária do Banco Central.
Com uma inflação mais comportada, cresce a expectativa do mercado sobre a continuidade do processo de redução da taxa básica de juros (Selic), desde que os próximos indicadores mantenham trajetória semelhante.
Apesar da desaceleração, especialistas ressaltam que o cenário ainda exige cautela, já que fatores externos e oscilações nos preços internacionais podem voltar a pressionar a inflação ao longo do segundo semestre.
Mesmo com a desaceleração do índice geral, alguns produtos e serviços continuam apresentando aumentos acima da média.
Por isso, economistas recomendam que consumidores mantenham o planejamento financeiro, pesquisem preços antes das compras e acompanhem a evolução dos indicadores econômicos, principalmente em itens de maior peso no orçamento familiar.