Com a chegada das baixas temperaturas, uma preocupação volta a ganhar força entre homens e mulheres: a impressão de que os cabelos caem mais durante o inverno. Embora essa percepção seja bastante comum, especialistas explicam que o frio não é, necessariamente, o responsável pelo aumento da queda capilar.
Segundo dermatologistas, diversos fatores típicos da estação podem influenciar a saúde dos fios e do couro cabeludo, como banhos mais quentes, uso frequente de secadores, redução da frequência de lavagem e alterações na rotina diária. No entanto, essas mudanças costumam afetar principalmente a percepção da queda, e não provocar perda permanente dos cabelos.
De acordo com especialistas em tricologia, área da dermatologia dedicada ao estudo dos cabelos e do couro cabeludo, não existe uma regra que determine que todas as pessoas percam mais cabelos durante o inverno.
Estudos científicos sugerem, inclusive, que o chamado eflúvio telógeno sazonal pode ser mais frequente nos meses de verão, período em que ocorre maior exposição solar. Acredita-se que esse comportamento faça parte do ciclo natural de renovação dos fios.
Então, por que tantas pessoas acreditam que os cabelos caem mais no frio?
A principal explicação está relacionada aos hábitos da estação.
Durante o inverno, é comum diminuir a frequência de lavagem dos cabelos. Como uma pessoa perde, em média, entre 50 e 100 fios por dia, os cabelos que já se desprenderam permanecem presos entre os demais fios e acabam caindo todos de uma vez durante a lavagem, criando a sensação de uma perda muito maior.
Entre os hábitos mais comuns do inverno, o banho com água muito quente é um dos que mais preocupam os dermatologistas.
Embora não provoque calvície, a água em temperaturas elevadas remove a camada natural de proteção do couro cabeludo e dos fios.
Como consequência, podem surgir:
Segundo os especialistas, a recomendação é optar por banhos com água morna sempre que possível, preservando a barreira natural da pele.
Além do banho quente, outras mudanças de comportamento podem afetar a saúde capilar durante os meses frios.
Entre elas estão:
Esses fatores não costumam causar queda permanente, mas podem comprometer a saúde do couro cabeludo e favorecer alterações temporárias.
Os especialistas alertam que nem toda queda de cabelo é normal.
Quando a perda dos fios se torna intensa, persistente ou vem acompanhada de outros sintomas, é importante procurar avaliação médica.
Entre os sinais que merecem atenção estão:
A queda capilar pode estar associada desde deficiências nutricionais até doenças autoimunes, alterações hormonais e problemas da tireoide.
Um dos principais pontos destacados pelos médicos é a diferença entre queda de cabelo e calvície.
No chamado eflúvio telógeno, ocorre uma queda temporária dos fios, normalmente relacionada a fatores como estresse, doenças, alterações hormonais, cirurgias, emagrecimento rápido ou mudanças sazonais.
Já a alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície, provoca redução gradual da densidade capilar, tornando o couro cabeludo cada vez mais visível.
Em muitos pacientes, as duas condições podem ocorrer ao mesmo tempo, motivo pelo qual o diagnóstico deve ser realizado por um dermatologista.
Atualmente, existem diversas opções para tratar diferentes tipos de queda capilar.
Dependendo da causa, o tratamento pode incluir:
Nos casos mais avançados de calvície, quando há perda definitiva dos folículos, o transplante capilar pode ser indicado para recuperar áreas já comprometidas.
Especialistas ressaltam, porém, que a indicação depende de avaliação individualizada e do diagnóstico correto.
Para preservar a saúde dos fios durante os meses mais frios, dermatologistas recomendam alguns cuidados simples:
Segundo os especialistas, os cabelos refletem diretamente as condições gerais do organismo. Por isso, observar alterações precocemente e buscar orientação médica quando necessário é a melhor estratégia para preservar a saúde capilar e evitar complicações futuras.