Com a chegada das férias escolares e o aumento da prática de soltar pipas, a concessionária EDP, responsável pelo fornecimento de energia em diversas cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte, faz um alerta sobre os riscos da atividade quando realizada próximo à rede elétrica. Segundo a empresa, somente no último ano, ocorrências envolvendo pipas provocaram interrupções no fornecimento de energia para mais de 100 mil imóveis da região, entre residências, comércios e indústrias.
O levantamento mostra que esse tipo de ocorrência continua crescendo e preocupa tanto pelos prejuízos causados ao sistema elétrico quanto pelo risco de acidentes graves envolvendo crianças, adolescentes e adultos.
De acordo com a distribuidora, boa parte dos casos ocorre quando pipas ficam presas nos cabos de energia ou quando linhas com cerol e linha chilena entram em contato com a rede elétrica, provocando curtos-circuitos, rompimento de cabos e desligamentos automáticos do sistema de distribuição.
Julho tradicionalmente registra um crescimento significativo na quantidade de pessoas praticando a brincadeira, principalmente crianças e adolescentes.
Com mais pessoas utilizando praças, terrenos e ruas para empinar pipas, aumenta também o número de ocorrências envolvendo a rede elétrica.
Segundo a EDP, além dos transtornos causados pela interrupção no fornecimento de energia, o contato entre pipas e cabos elétricos pode provocar acidentes com risco de choques elétricos, queimaduras graves e até mortes.
Em diversas situações, bairros inteiros ficam temporariamente sem energia até que equipes técnicas consigam retirar a pipa da rede, realizar os reparos necessários e restabelecer o fornecimento com segurança.
A concessionária destaca que o uso de cerol e da chamada linha chilena torna a brincadeira ainda mais perigosa.
Além de serem proibidos por lei em diversos estados brasileiros, esses materiais podem cortar cabos, danificar equipamentos elétricos e provocar curtos-circuitos.
Outro fator de risco é a utilização de fitas metálicas, fios de cobre ou materiais metalizados nas rabiolas das pipas, que funcionam como condutores de eletricidade e aumentam significativamente o risco de acidentes.
Segundo a distribuidora, jamais se deve tentar retirar uma pipa presa na rede elétrica utilizando varas, objetos metálicos ou subindo em postes, muros e telhados.
A orientação é manter distância e comunicar imediatamente a concessionária.
A EDP explica que seu Centro de Operação Integrado (COI) utiliza sistemas automatizados capazes de realizar manobras remotas para reduzir o número de consumidores afetados quando ocorre uma interrupção.
Mesmo assim, muitas situações exigem a atuação presencial das equipes técnicas, que precisam isolar a área, remover as pipas presas aos cabos, substituir componentes danificados e realizar inspeções antes da religação do sistema.
Todo esse procedimento é realizado seguindo rigorosos protocolos de segurança, o que pode prolongar o tempo de interrupção do fornecimento em algumas regiões.
Para evitar acidentes e preservar a rede elétrica, a concessionária orienta que a brincadeira seja realizada apenas em locais apropriados.
Entre as principais recomendações estão:
Segundo a EDP, empinar pipas é uma brincadeira tradicional e saudável, desde que praticada de forma responsável.
Além dos prejuízos causados ao sistema elétrico, acidentes envolvendo a rede de distribuição podem colocar vidas em risco e comprometer o fornecimento de energia para hospitais, escolas, comércios e milhares de consumidores.
Em caso de ocorrência envolvendo a rede elétrica, a recomendação é manter distância do local e acionar imediatamente os canais oficiais de atendimento da concessionária. A empresa reforça que somente profissionais treinados possuem autorização e equipamentos adequados para atuar na rede de distribuição de energia.