Com a Copa do Mundo reunindo familiares e amigos diante da televisão, um objeto presente em praticamente todas as casas merece atenção especial: o controle remoto. Segundo a Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (ABRALIMP), estudos apontam que ele pode acumular até 20 vezes mais bactérias do que o assento do vaso sanitário, tornando-se um dos itens mais contaminados do ambiente doméstico.
Pesquisas realizadas no Reino Unido identificaram cerca de 290 unidades formadoras de bactérias por centímetro quadrado em controles remotos, enquanto o assento do vaso sanitário apresentou aproximadamente 12,4 unidades. No Brasil, análises da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) também encontraram elevada concentração de microrganismos, incluindo bactérias associadas a intoxicações alimentares.
Durante grandes eventos esportivos, o risco aumenta devido ao uso contínuo do equipamento por diversas pessoas. Mãos suadas, restos de alimentos, bebidas e a falta de higienização adequada favorecem a proliferação de bactérias, fungos e outros microrganismos na superfície do controle.
Especialistas recomendam que a limpeza seja realizada com produtos apropriados para equipamentos eletrônicos, preferencialmente à base de álcool isopropílico, que evapora rapidamente e não danifica os componentes. A orientação também inclui higienizar as mãos antes e depois de utilizar o aparelho, evitar manuseá-lo com as mãos sujas ou úmidas e realizar a limpeza periódica do equipamento, principalmente quando ele é compartilhado entre várias pessoas.
Outra medida simples é definir apenas uma pessoa para manusear o controle durante os jogos, reduzindo o número de contatos e diminuindo as chances de contaminação cruzada.
Segundo a ABRALIMP, pequenos cuidados de higiene ajudam a prevenir a disseminação de microrganismos e permitem que torcedores aproveitem as partidas da Copa do Mundo com mais segurança e tranquilidade para toda a família.