A União Europeia vem adotando regras mais rigorosas para o uso de antibióticos na produção pecuária, em uma iniciativa voltada à redução da resistência antimicrobiana e à proteção da saúde pública.
O objetivo é limitar o uso indiscriminado desses medicamentos em animais destinados ao consumo humano, evitando que bactérias resistentes se tornem um problema crescente para sistemas de saúde em todo o mundo.
Especialistas apontam que a resistência aos antibióticos é considerada uma das maiores ameaças globais à saúde nas próximas décadas. Por isso, organismos internacionais têm incentivado práticas mais responsáveis tanto na medicina humana quanto na produção animal.
As novas exigências europeias também impactam países exportadores de proteína animal, que precisam atender padrões sanitários cada vez mais rigorosos para manter acesso aos mercados internacionais.
O tema tem sido acompanhado de perto pelo agronegócio brasileiro, um dos maiores exportadores mundiais de carne bovina, suína e de aves, que busca alinhar seus processos às exigências dos principais compradores globais.