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Exposição no Museu reforça importância da Luta Antimanicomial e do cuidado humanizado em saúde mental
Mostra reúne obras produzidas por usuários dos CAPS e convida população à reflexão sobre inclusão, acolhimento e dignidade
27/05/2026 17h22
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba

Pindamonhangaba segue fortalecendo ações voltadas à conscientização sobre saúde mental e à valorização do cuidado humanizado por meio da exposição “Eles passarão, eu passarinho”, em cartaz no Museu Histórico e Pedagógico Dom Pedro I e Dona Leopoldina.

Inspirada em um poema de Mario Quintana, a mostra reúne obras produzidas por usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do município em processos criativos que valorizam a expressão artística, a subjetividade e o cuidado em liberdade.

Cada trabalho apresenta memórias, sentimentos e diferentes formas de enxergar e habitar o mundo, reforçando a arte como instrumento de acolhimento, identidade, inclusão e fortalecimento emocional.

A exposição integra a programação desenvolvida pelos CAPS em alusão à Luta Antimanicomial, movimento que defende a humanização do tratamento em saúde mental e a construção de uma rede de cuidado baseada no respeito, na autonomia e na convivência em sociedade.

Na última quinta-feira (21), o museu também recebeu um encontro promovido pelos CAPS do município, reunindo pacientes, profissionais e participantes em um momento de diálogo, reflexão e valorização das expressões artísticas produzidas pelos usuários dos serviços de saúde mental.

A Luta Antimanicomial surgiu no Brasil a partir da Reforma Psiquiátrica e ganhou força na defesa de um novo modelo de cuidado, substituindo práticas de isolamento por estratégias de acolhimento, inclusão social e atenção comunitária.

Segundo os organizadores, iniciativas como essa ajudam a ampliar a conscientização da população sobre a importância da saúde mental, além de combater preconceitos e reforçar que o cuidado vai além do tratamento clínico, envolvendo também escuta, vínculos, dignidade e participação social.

A exposição permanece aberta para visitação até o dia 5 de julho e convida a população a conhecer os trabalhos e refletir sobre a construção de uma sociedade mais acolhedora, humana e inclusiva.