A Polícia Civil do Estado de São Paulo apreendeu nesta sexta-feira (8) o veículo envolvido no caso do cachorro que morreu após ser arrastado por mais de um quilômetro em Caraguatatuba, no Litoral Norte paulista. O carro passará por perícia técnica como parte das investigações conduzidas pela polícia.
O proprietário do veículo, um homem de 42 anos, passou a ser investigado por maus-tratos a animais. O inquérito policial foi instaurado pelo delegado titular de Caraguatatuba, Rodolfo Augusto Pereira César.
Inicialmente, a ocorrência havia sido registrada como “não criminal” pelo delegado de plantão. No entanto, após novas diligências, coleta de imagens e depoimentos, a Polícia Civil deu início à investigação formal do caso.
Segundo a polícia, o delegado responsável já ouviu testemunhas, a tutora do animal e percorreu o trajeto onde o cachorro foi arrastado.
A tutora relatou que o cachorro costumava permanecer na esquina da residência e afirmou ter ouvido um forte barulho por volta das 0h28, semelhante a uma pancada. Vizinhos também relataram ter escutado o som durante a madrugada.
O caso aconteceu na madrugada da última quarta-feira (6). De acordo com o boletim de ocorrência, moradores acionaram a Polícia Militar do Estado de São Paulo após perceberem que um veículo havia arrastado o animal desde a região da Praça Martim de Sá até o bairro Jardim Casa Branca.
O cachorro foi encontrado morto na Travessa Ubá.
Durante as investigações, a polícia teve acesso a imagens de câmeras de segurança que mostram um veículo passando pela via por volta das 0h19. Em determinado momento, o motorista para o carro, dá marcha à ré e segue o trajeto, enquanto o animal permanece caído na rua.
Ainda segundo a Polícia Civil, havia um rastro de sangue ao longo do percurso percorrido pelo veículo, em um trajeto superior a um quilômetro.
Com base nas imagens, os investigadores identificaram o automóvel como um GM Vectra GT prata. O carro foi localizado estacionado nas proximidades de uma residência.
Em depoimento prestado na delegacia, acompanhado de uma advogada, o motorista afirmou que saiu com o veículo durante a madrugada, mas disse não se lembrar do ocorrido.
Segundo a versão apresentada, o carro apresentava problemas mecânicos e ele acreditou ter passado sobre alguma peça solta após ouvir um barulho. O homem afirmou ainda que não percebeu ter atropelado o animal devido à baixa visibilidade no período noturno.
Em nota, a defesa reafirmou que o motorista acreditava estar diante de um problema mecânico no veículo. A advogada informou ainda que ele está colaborando com as investigações e demonstrou “profundo pesar pelo ocorrido”.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.