O Banco de Leite Humano do Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, em São José dos Campos, enfrenta um momento crítico e faz um apelo por novas doadoras. Atualmente, o estoque disponível é de apenas 35 litros, número muito inferior aos 110 litros considerados ideais para atender a demanda dos bebês internados.
Único na cidade, o banco de leite abastece UTIs neonatais de hospitais públicos e privados, garantindo alimentação essencial para mais de 100 recém-nascidos, muitos deles prematuros. A média mensal de produção costuma chegar a 90 litros, mas a recente queda no número de doadoras já impacta diretamente o atendimento.
Segundo a responsável técnica pelo serviço, enfermeira Helen Faria, a redução foi significativa em curto período. A unidade conta hoje com cerca de 50 doadoras ativas, número insuficiente para manter o estoque em níveis seguros.
O processo de doação é gratuito, seguro e acompanhado por profissionais de saúde. Após o primeiro contato, a mãe passa por uma avaliação e recebe orientações completas. A equipe do hospital fornece os materiais necessários, como frascos esterilizados, máscaras e toucas, além de realizar a coleta semanal do leite na residência da doadora.
Antes de ser distribuído, o leite passa por um rigoroso controle de qualidade, incluindo seleção, classificação e análise microbiológica.
O leite materno é fundamental para o desenvolvimento dos recém-nascidos, especialmente os prematuros. Ele fortalece o sistema imunológico, reduz o risco de infecções e contribui diretamente para a recuperação e crescimento saudável.
Para se tornar doadora, é necessário estar amamentando e ter leite excedente — ou seja, após alimentar o próprio bebê, a mãe pode destinar o restante para ajudar outras crianças.
As mães interessadas podem entrar em contato pelo telefone (12) 3901-3507, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O atendimento é realizado no Ambulatório da Mulher, no Hospital Municipal, localizado na Vila Industrial.
Neste momento de alerta, o banco reforça que cada doação faz diferença. Um gesto simples pode representar a chance de vida para recém-nascidos que dependem desse alimento para sobreviver.