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Polícia Federal cumpre mandados em Igaratá e Bragança Paulista em operação contra lavagem de dinheiro com criptomoedas
Ação nacional investiga grupo suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão e inclui prisões de artistas ligados ao esquema
15/04/2026 17h47
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Narco Fluxo, com cumprimento de mandados em diversas cidades do país, incluindo Igaratá e Bragança Paulista, no interior de São Paulo. A ação integra uma investigação de grande escala que mira uma organização criminosa suspeita de atuar em esquemas de lavagem de dinheiro por meio de criptomoedas.

A operação é a mesma que resultou na prisão dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, apontados como alvos das investigações conduzidas pelas autoridades.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão em transações financeiras consideradas ilícitas, utilizando mecanismos sofisticados para ocultar a origem dos recursos. As investigações indicam que a organização operava tanto no Brasil quanto no exterior, com forte atuação no uso de criptoativos para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Entre as práticas identificadas estão operações financeiras de alto valor, transporte de grandes quantias em dinheiro em espécie e utilização de plataformas digitais para transações com criptomoedas, configurando um esquema estruturado de dissimulação de recursos.

A ofensiva mobilizou mais de 200 policiais federais, que cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos. As ações ocorrem em endereços distribuídos por oito estados e também no Distrito Federal.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos, materiais que devem contribuir para o avanço das investigações e identificação de outros envolvidos no esquema.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e a imposição de restrições a empresas ligadas aos investigados, com o objetivo de interromper a atividade criminosa e garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Os investigados poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A operação segue em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das apurações.