A Polícia Civil realizou, nesta terça-feira (14), a operação “Cúpula Financeira”, que resultou na prisão de três suspeitos de integrar a estrutura financeira da facção criminosa Primeiro Comando da Capital no Vale do Paraíba e no Litoral Norte de São Paulo.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da DEIC, vinculada ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-1), e contou com a participação de 42 policiais civis e apoio de 19 viaturas.
Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos em diversas cidades da região, incluindo São José dos Campos, Guaratinguetá, Lorena, São Sebastião, Caraguatatuba e Praia Grande.
Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão. Até o momento, três suspeitos foram presos e outros três seguem foragidos.
O principal alvo da operação, apontado como responsável pelo setor financeiro da facção na região, foi capturado em Praia Grande. Ele é morador de São José dos Campos. Os outros dois suspeitos foram localizados em Caraguatatuba e Guaratinguetá.
Segundo as investigações, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções para coleta, transporte e centralização de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
A Polícia Civil identificou que os suspeitos utilizavam comunicação cifrada e estratégias para ocultar a origem ilícita dos valores, caracterizando um esquema estruturado de movimentação financeira criminosa.
Durante a operação, dois celulares foram apreendidos. Não houve apreensão de drogas.
As apurações tiveram início em fevereiro de 2025, após a abordagem de uma mulher em São José dos Campos. Na ocasião, ela transportava R$ 7.790 em dinheiro com odor de entorpecentes, o que levantou suspeitas sobre a circulação de recursos do tráfico na região.
A mulher é apontada como uma das envolvidas no esquema e está entre os suspeitos que ainda não foram localizados.
A Polícia Civil segue com as investigações para localizar os demais envolvidos e aprofundar o mapeamento da estrutura financeira da organização criminosa na região.
Até a última atualização, as identidades dos presos não haviam sido divulgadas, e a defesa dos investigados não foi localizada.