A Prefeitura de Jacareí confirmou, na manhã desta terça-feira (7), a segunda morte por dengue em 2026 no município, reforçando o alerta das autoridades de saúde para o avanço da doença na cidade.
A vítima é um homem de 73 anos, que morreu no dia 27 de março. Segundo a prefeitura, o paciente possuía comorbidades, condição que pode agravar significativamente os quadros de dengue. O bairro onde ele residia não foi divulgado.
De acordo com a administração municipal, a infecção foi confirmada por exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, referência estadual na análise de doenças infecciosas.
Este é o segundo óbito por dengue registrado em Jacareí neste ano. O primeiro ocorreu no dia 27 de janeiro, quando um homem de 63 anos também morreu em decorrência da doença.
Os dois casos já foram validados pelo Governo do Estado de São Paulo, que acompanha a evolução da dengue em todo o território paulista por meio de monitoramento epidemiológico.
A repetição de mortes em um curto intervalo de tempo acende um sinal de atenção para a circulação do vírus e o risco de agravamento dos casos, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.
Segundo dados atualizados do governo estadual, Jacareí soma 1.337 casos confirmados de dengue em 2026, número que mantém o município em estado de alerta.
Embora os índices ainda estejam abaixo dos registrados em 2025, o volume de casos e a confirmação de mortes indicam que a doença segue com potencial de agravamento.
No ano passado, a cidade enfrentou um cenário mais crítico, com 4.949 casos confirmados e oito mortes, o que levou à intensificação de ações de combate ao mosquito transmissor.
Especialistas alertam que a dengue pode evoluir rapidamente para formas graves, especialmente em idosos, pessoas com comorbidades e pacientes com imunidade comprometida.
Nesses casos, o organismo pode ter maior dificuldade de resposta à infecção, aumentando o risco de complicações como hemorragias, choque e falência de órgãos.
Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para evitar a evolução da doença.
A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada. A eliminação de criadouros ainda é a forma mais eficaz de prevenção.
Entre os cuidados recomendados estão:
Os principais sintomas incluem febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas na pele e cansaço. Em casos mais graves, podem surgir sinais como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos.
A orientação é procurar atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas, especialmente em pessoas do grupo de risco.
Mesmo com números menores em relação ao ano anterior, o cenário atual preocupa pela manutenção dos óbitos e pela possibilidade de agravamento dos casos.
As autoridades reforçam que o combate à dengue depende não apenas do poder público, mas também da participação ativa da população, especialmente na eliminação de focos do mosquito dentro das residências.