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USP avança em estudo que pode permitir exame de sangue para detectar depressão
Pesquisa identifica relação entre inflamação no sangue e alterações no cérebro, abrindo caminho para novos diagnósticos e tratamentos
04/04/2026 13h40
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba

Pesquisadores da Universidade de São Paulo avançaram em um estudo que pode transformar o diagnóstico da depressão no futuro. A investigação revelou que alterações genéticas presentes no sangue também estão relacionadas a mudanças no cérebro de pessoas com o transtorno.

A descoberta reforça a ideia de que a depressão não é apenas uma condição mental, mas uma doença sistêmica, que afeta todo o organismo. Os resultados foram publicados na revista científica Scientific Reports.

Segundo os pesquisadores, a identificação desses padrões genéticos pode permitir, no futuro, o desenvolvimento de exames de sangue capazes de detectar o tipo e até o grau da depressão, tornando o diagnóstico mais rápido e preciso.


O estudo mostrou que, em pessoas com depressão, alguns genes apresentam desregulação tanto em neurônios quanto em glóbulos brancos — células do sistema imunológico.

“Mapeamos essa rede de genes que conecta os sistemas imunológico e nervoso. A depressão é um fenômeno sistêmico, que se espalha pelo corpo inteiro”, explicou Otávio Cabral-Marques, coordenador da pesquisa.

Essa conexão ajuda a explicar por que pessoas com depressão frequentemente apresentam sintomas físicos, como inflamações, alterações no apetite e outros problemas de saúde.


🔬 Como foi feita a pesquisa

Para chegar aos resultados, os cientistas analisaram mais de 3 mil amostras de sangue de bancos internacionais, incluindo dados dos Estados Unidos, Alemanha e França.

Esses dados indicam que o sangue pode funcionar como um “espelho biológico” do que acontece no cérebro.


🧠 Depressão vai além da saúde mental

A pesquisa também reforça que a depressão está ligada a outras doenças e condições, como:

De acordo com a pesquisadora Anny Silva Adri, o estudo abre caminho para uma nova abordagem no tratamento.

“A inflamação e a desregulação molecular não afetam apenas o cérebro, mas se espalham por diferentes órgãos, ampliando o impacto da doença”, destacou.


💡 O que muda no futuro

Embora ainda precise de validação clínica, o estudo indica que exames de sangue poderão, futuramente:

Além disso, os resultados apontam para terapias que atuem também no controle da inflamação, e não apenas nos sintomas psicológicos.


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