O padre Márlon Múcio voltou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em São José dos Campos, nesta terça-feira (24), poucos dias após ter recebido alta. Em publicação nas redes sociais, o religioso relatou a situação delicada de saúde e pediu orações aos fiéis.
No último sábado (21), o padre havia deixado o hospital após permanecer 22 dias internado, parte desse período em coma induzido. No entanto, menos de uma semana depois, precisou retornar à UTI devido a uma queda significativa na pressão arterial.
“Voltei para a UTI, família amada. Ontem tive que voltar para ajustar algumas ‘peças do motor’: minha pressão arterial está baixíssima”, escreveu. Mesmo diante do quadro, Márlon manteve o tom de fé e serenidade, destacando sua confiança em Deus e fazendo uma reflexão bem-humorada sobre sua rotina entre casa e hospital.
O padre também pediu orações aos seguidores, mencionando a mãe, que o acompanha durante todo o período de internação. “Por favor, reze por mim e pela Mamãe Carminha, que fica aqui comigo 24 horas direto. Reze por todos os doentinhos, pelos raros, pelos nossos profissionais de saúde e por nossos familiares”, declarou.
Márlon Múcio convive com uma doença rara chamada Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), que afeta o sistema nervoso e pode causar dificuldades respiratórias, fraqueza muscular e perda auditiva. Diagnosticado aos 45 anos, ele já apresentava sintomas desde a infância.
Devido à condição, o padre mantém uma rotina intensa de cuidados médicos, com uso contínuo de respirador desde 2010 e ingestão de centenas de comprimidos diariamente — em alguns momentos, chegando a mais de 300 por dia. O quadro também inclui episódios frequentes de infecções e outras complicações clínicas, exigindo acompanhamento constante.
Nos últimos anos, as internações se tornaram recorrentes. Apenas em 2025, o religioso relatou ter passado por 21 atendimentos hospitalares, sendo oito deles em UTI. Em dezembro, ele também foi internado com suspeita de infarto, após apresentar fortes dores.
Além da atuação religiosa, Márlon Múcio se tornou referência nacional na defesa de pessoas com doenças raras. Ele é fundador da Comunidade Missão Sede Santos e idealizador de um hospital em Taubaté voltado ao atendimento desse público. O padre também é autor de dezenas de livros e soma cerca de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais, onde compartilha sua trajetória de fé e superação.
Segundo o Ministério da Saúde, uma doença é considerada rara quando afeta menos de uma pessoa a cada 2 mil habitantes. No Brasil, estima-se que cerca de 13 milhões de pessoas convivam com algum tipo dessas condições.