Após três anos sem a necessidade do procedimento, a Usina Hidrelétrica de Marimbondo, operada pela Eletrobras Furnas, voltou a abrir suas comportas nesta sexta-feira (20), no município de Icém, no interior de São Paulo.
A ação foi adotada como medida preventiva diante do aumento significativo do volume de água no reservatório, causado pelas chuvas intensas registradas recentemente no estado. A abertura das comportas é considerada um procedimento padrão de segurança, essencial para evitar sobrecarga na estrutura da barragem.
Segundo a concessionária, três comportas foram abertas para controlar o nível da água. Ao atingir limites próximos da capacidade máxima, a liberação do excesso se torna necessária para reduzir a pressão sobre a barragem e evitar riscos estruturais, como danos ou até rompimentos, que poderiam causar graves impactos ambientais e à população.
A movimentação atraiu moradores da região, que foram até o local acompanhar o momento da abertura. Por volta das 14h, a água passou pelo vertedouro com grande força, formando um verdadeiro espetáculo natural.
Um detalhe que chamou a atenção dos presentes foi a ausência do acionamento da sirene de alerta, tradicionalmente utilizada para sinalizar o início do procedimento.
Apesar disso, cidades vizinhas foram previamente comunicadas sobre o aumento da vazão do rio, e pescadores e frequentadores das prainhas receberam orientações sobre os riscos e mudanças no comportamento das águas.
Além de garantir a segurança da barragem, a abertura das comportas também está diretamente ligada à gestão do sistema elétrico nacional. Os reservatórios fazem parte de um sistema interligado, e o controle do volume de água é fundamental para equilibrar a geração de energia entre diferentes regiões do país.
Em períodos de maior volume hídrico, como o atual, a liberação de água permite otimizar o funcionamento das usinas hidrelétricas e manter a estabilidade do sistema.
A Usina de Marimbondo conta com um total de nove comportas e desempenha papel estratégico na geração de energia no Sudeste brasileiro.
A reabertura após três anos reforça o impacto das chuvas recentes e evidencia a importância do monitoramento constante dos reservatórios, garantindo segurança, eficiência energética e prevenção de riscos.