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Perícia aponta 13 indícios que embasaram prisão de tenente-coronel suspeito de feminicídio em SP
Laudos técnico-científicos descartaram suicídio e indicam que policial militar foi assassinada; investigação reuniu mais de 20 exames em menos de um mês.
18/03/2026 16h37
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba

A prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, realizada nesta quarta-feira (18) em São José dos Campos, foi baseada em uma série de laudos periciais que apontam que a morte da soldado Gisele Alves Santana não foi suicídio, como inicialmente alegado, mas sim um caso de feminicídio.

A Polícia Técnico-Científica produziu mais de 20 laudos em menos de um mês. Os resultados foram determinantes para o indiciamento do oficial por feminicídio e fraude processual.

Confira os principais pontos apontados pela perícia:


🔎 Principais indícios levantados pela perícia

  1. O disparo foi feito de baixo para cima, com o cano da arma encostado na cabeça.

  2. Não foram encontrados vestígios de pólvora nas mãos da vítima nem do suspeito.

  3. A posição do corpo — caída e segurando a arma — é considerada incomum em casos de suicídio.

  4. A vítima teria sido abordada por trás, com o rosto imobilizado antes do disparo.

  5. Marcas no rosto indicam tentativa de defesa no momento do tiro.

  6. A dinâmica do sangue sugere que o corpo foi movimentado após o disparo.

  7. A arma teria sido colocada na mão da vítima após a morte, simulando suicídio.

  8. Vestígios de sangue foram encontrados na roupa do suspeito.

  9. O pedido de socorro foi feito 29 minutos após o disparo ouvido por testemunhas.

  10. Contradições no depoimento: o suspeito disse estar no banho, mas foi encontrado seco.

  11. Exames com luminol identificaram sangue em diferentes cômodos, incluindo o banheiro.

  12. Após a perícia, houve limpeza do local por policiais, o que gerou nova investigação.

  13. O exame necroscópico apontou marcas no pescoço, indicando possível agressão antes do disparo.


📱 Mensagens reforçam suspeita de violência psicológica

Além das provas técnicas, mensagens extraídas do celular do oficial indicam um histórico de conflitos e possíveis episódios de violência psicológica.

Nos diálogos, a vítima relata humilhações constantes e comportamento agressivo por parte do marido. Segundo a Corregedoria da PM, as conversas apontam uma relação marcada por controle e desvalorização.


⚖️ Prisão e investigação

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça Militar com base na gravidade do caso e no risco de interferência nas investigações.

Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como homicídio após a análise dos laudos técnicos. A defesa do oficial contesta a decisão e afirma que a competência para julgar o caso seria da Justiça comum.

O caso segue em investigação e novos laudos ainda devem ser anexados para esclarecer completamente a dinâmica do crime.