Mantida há mais de três décadas, a tradição levou os participantes para o canal que liga a cidade a Ilhabela. A concentração começou às 9h no píer do bairro São Francisco. Depois do aquecimento, os navegantes seguiram em cortejo até a Praia do Arrastão, onde ocorreu a premiação.
A cada ano, moradores e turistas disputam quem arranca mais aplausos, seja pelo capricho visual, pela criatividade ou pela energia da tripulação. O resultado é um carnaval democrático, visto do mar e também da orla, que transforma a paisagem em um grande palco a céu aberto.
Teve de tudo: baleia gigante navegando pelo canal, Arca de Noé repleta de personagens, referências ao Egito Antigo, mundo árabe, além de foliões caracterizados como palhaço e Branca de Neve. A imaginação parece não ter limites quando o assunto é celebrar o carnaval sobre as águas.
Não foram apenas os barcos que chamaram atenção. As motos aquáticas participaram ativamente do desfile, muitas vezes com figurinos elaborados e performances que animaram quem acompanhava a passagem do evento.
A organização premiou três categorias tanto para embarcações quanto para motos aquáticas: melhor decoração, maior animação e maior originalidade.
Os barcos vencedores receberam R$ 5 mil cada. Já as motos aquáticas premiadas levaram R$ 2 mil.
Mais do que a competição, o que marcou a edição foi o clima de confraternização. Famílias inteiras participaram, inclusive pessoas com deficiência e idosos, reforçando o caráter inclusivo do Carnamar.
O desfile marítimo segue como uma das marcas registradas do carnaval sebastianense e prova que, por ali, a folia também navega.