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Taubaté inaugura exposição gratuita sobre a presença negra na história do Brasil com homenagens a Carolina Maria de Jesus, Luiz Gama e personalidades da cidade
Mostra “Presença Negra nos Arquivos” começa nesta quinta-feira (5), no Museu da Imagem e do Som, e segue até 6 de dezembro; programação reúne documentos históricos, homenagens a cinco personalidades e debates sobre memória, identidade e cultura afro-brasileira
05/11/2026 13h42
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraíba

O Museu da Imagem e do Som de Taubaté (Mistau) recebe, a partir desta quinta-feira (5), a exposição itinerante “Presença Negra nos Arquivos”, iniciativa que valoriza a contribuição da população negra para a formação histórica, social e cultural do Brasil.

A abertura oficial está marcada para as 19h, com entrada gratuita. A mostra permanecerá disponível ao público até 6 de dezembro e integra a programação do Mês da Consciência Negra no município.

A exposição reúne documentos e referências históricas relacionados à trajetória de cinco personalidades que tiveram participação importante na construção da história regional, paulista e brasileira.

Entre os homenageados estão a escritora Carolina Maria de Jesus, o advogado e abolicionista Luiz Gama e o arquiteto Joaquim Pinto de Oliveira, conhecido como Tebas.

A programação também destaca duas personalidades ligadas diretamente à história de Taubaté: o maestro e líder comunitário José Clemente Gomes e a mestra figureira Edwirges Nogueira.

A iniciativa é realizada pela Prefeitura de Taubaté, por meio do Arquivo Histórico Municipal Dr. Félix Guisard Filho, em parceria com o Arquivo Público do Estado de São Paulo.

Exposição resgata histórias preservadas em documentos

A proposta da mostra é apresentar ao público trajetórias e contribuições de pessoas negras que nem sempre receberam o devido reconhecimento nos registros históricos mais conhecidos.

Por meio de documentos preservados em arquivos públicos, a exposição estabelece conexões entre acontecimentos do passado e a construção da identidade cultural da sociedade brasileira.

O projeto também chama a atenção para a importância da preservação documental como instrumento de valorização da memória coletiva.

Arquivos históricos são responsáveis por guardar registros que permitem compreender transformações sociais, culturais, políticas e econômicas ao longo do tempo.

A exposição busca ampliar o conhecimento sobre a presença negra nesses registros e estimular reflexões sobre a maneira como determinadas histórias são preservadas, divulgadas e interpretadas.

José Clemente Gomes teve atuação importante na história de Taubaté

Entre as personalidades homenageadas está José Clemente Gomes, que viveu entre 1892 e 1977.

Maestro, trabalhador e líder comunitário, ele teve participação importante na vida social e cultural de Taubaté.

José Clemente Gomes trabalhou na Companhia Taubaté Industrial (CTI), empresa que desempenhou um papel significativo na trajetória industrial do município.

Sua atuação também esteve ligada à organização comunitária e à construção da Igreja de São Benedito, localizada no bairro da Estiva.

A participação nesse processo demonstra sua importância para a história da comunidade e para a valorização de espaços de convivência e expressão cultural.

A exposição apresenta sua trajetória como parte da memória negra taubateana, destacando contribuições que ultrapassam o campo profissional e alcançam a organização social da cidade.

Edwirges Nogueira representa tradição das figureiras

Outra personalidade homenageada é Edwirges Nogueira, que viveu aproximadamente entre 1910 e 1984.

Reconhecida como uma das referências pioneiras do artesanato em barro no Morro da Imaculada, em Taubaté, ela representa uma tradição artística profundamente associada à identidade cultural do município.

As figureiras de Taubaté são conhecidas pela produção de peças artesanais em barro, incluindo representações de animais, personagens e elementos do cotidiano.

Essa manifestação cultural é transmitida entre gerações e ocupa um lugar importante na história da arte popular da cidade.

Ao incluir Edwirges Nogueira na exposição, o projeto valoriza não apenas sua trajetória individual, mas também os conhecimentos tradicionais e as contribuições de mulheres negras para a preservação da cultura local.

A homenagem reforça a importância de reconhecer os saberes populares como parte do patrimônio histórico e cultural.