A Prefeitura de Taubaté iniciou nesta semana a utilização de uma nova técnica de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya. A estratégia consiste na aplicação de inseticida de efeito residual em superfícies de locais considerados estratégicos, permitindo ampliar as medidas de controle do vetor.
A iniciativa foi anunciada nesta quinta-feira, 29 de outubro, pela administração municipal e faz parte das ações de prevenção às arboviroses desenvolvidas pela Secretaria de Saúde.
Diferentemente de métodos de nebulização utilizados para combater mosquitos adultos durante a aplicação, o inseticida residual permanece ativo nas superfícies tratadas por determinado período, conforme as características do produto e as condições do ambiente.
A proposta é atingir o mosquito quando ele entra em contato com as áreas que receberam o tratamento.
A medida complementa as ações tradicionais de fiscalização, eliminação de criadouros e orientação à população.
A estratégia está relacionada à Borrifação Residual Intradomiciliar, conhecida pela sigla BRI-Aedes.
O procedimento consiste na aplicação controlada de inseticida em superfícies selecionadas, especialmente em locais nos quais o mosquito costuma pousar.
O produto é aplicado por profissionais capacitados, seguindo orientações técnicas e procedimentos de segurança.
Ao entrar em contato com a superfície tratada, o mosquito pode ser exposto à ação do inseticida.
A principal diferença em relação à nebulização convencional é a permanência do produto nas áreas de aplicação.
Essa característica permite que o tratamento continue atuando após a realização do procedimento, dentro do período de eficácia previsto.
A implantação da nova metodologia foi precedida por atividades de capacitação.
Em dezembro de 2025, agentes do Controle de Animais Sinantrópicos (CAS) participaram de treinamentos voltados à utilização da tecnologia.
A formação foi organizada em três etapas e apresentou orientações relacionadas aos procedimentos de aplicação.
Na ocasião, a Prefeitura informou que a BRI-Aedes passaria a integrar as estratégias municipais de enfrentamento ao mosquito transmissor das arboviroses.
Agora, em outubro de 2026, o município anuncia o início da utilização do método em locais estratégicos.
A preparação das equipes é importante para garantir que a aplicação seja realizada conforme os critérios técnicos e as recomendações sanitárias.
A técnica é especialmente indicada para determinados ambientes que apresentam grande circulação de pessoas durante o dia.
Entre os espaços previstos nas orientações municipais estão rodoviárias, prédios públicos, escolas, centros comunitários, cooperativas de reciclagem, unidades de saúde e outros locais selecionados pelas equipes responsáveis.
O tratamento não significa que todos esses estabelecimentos já tenham recebido o produto.
A definição dos pontos de aplicação depende da avaliação técnica e do planejamento do município.
A Prefeitura ainda não detalhou integralmente a relação dos imóveis contemplados nesta primeira etapa.
A aplicação residual utiliza equipamentos específicos para depositar uma quantidade controlada de inseticida nas superfícies selecionadas.
O objetivo é atingir mosquitos adultos que entrem em contato com essas áreas.
O Ministério da Saúde reconhece a aplicação residual como uma das estratégias utilizadas no controle do Aedes aegypti em situações determinadas.
As recomendações federais incluem o uso de produtos específicos, conforme as condições técnicas de cada programa.
A eficácia do tratamento depende de fatores como a superfície utilizada, o produto, a técnica de aplicação e as condições ambientais.
Por isso, o procedimento deve ser realizado por equipes treinadas, e não por moradores utilizando inseticidas domésticos de maneira improvisada.
Apesar da ampliação das estratégias de controle, a Prefeitura reforça que a participação da população continua sendo fundamental.
O mosquito Aedes aegypti utiliza recipientes com água parada para depositar seus ovos.
Por isso, é necessário eliminar materiais que possam acumular água em quintais, terrenos, calhas e áreas externas.
A borrifação residual atua contra mosquitos adultos em determinadas condições, mas não elimina automaticamente os ovos e as larvas presentes nos criadouros.
O controle efetivo depende da combinação de diferentes medidas, incluindo fiscalização, educação em saúde e cuidados domésticos.
De acordo com o painel epidemiológico da Prefeitura, Taubaté registrava 4.055 casos confirmados de dengue em 2026, conforme atualização de 29 de setembro.
O município também contabilizava 11 mortes confirmadas pela doença no mesmo período.
A situação demonstra a importância da continuidade das ações de prevenção e controle do mosquito.
Em abril, a administração municipal havia decretado epidemia de dengue, ampliando as medidas de enfrentamento à transmissão.
O decreto permitiu priorizar iniciativas relacionadas à vigilância epidemiológica, controle de criadouros e atendimento à população.
Os dados de setembro não representam necessariamente o total acumulado até esta quinta-feira (29), pois novas notificações podem ter sido registradas posteriormente.
A aproximação dos meses mais quentes e chuvosos aumenta a preocupação com as condições favoráveis à reprodução do Aedes aegypti.
A presença de recipientes com água acumulada permite que o mosquito complete seu ciclo de desenvolvimento.
Em condições favoráveis, a transformação dos ovos em mosquitos adultos pode acontecer rapidamente.
Por isso, as ações preventivas devem ser mantidas durante todo o ano, com atenção especial aos períodos de maior ocorrência de chuvas.
A fiscalização de imóveis e a orientação aos moradores integram o trabalho desenvolvido pelas equipes municipais.
A dengue pode provocar febre elevada, dores musculares e articulares, dor de cabeça, cansaço, náuseas e manchas avermelhadas na pele.
A intensidade dos sintomas varia entre os pacientes.
Em situações mais graves, podem surgir sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura e dificuldade para respirar.
Pessoas com sintomas suspeitos devem procurar atendimento de saúde.
Também é importante evitar a automedicação, especialmente com medicamentos que podem aumentar o risco de sangramento.
O diagnóstico e o acompanhamento devem seguir as orientações dos profissionais responsáveis.
Além da nova técnica, Taubaté realiza atividades de fiscalização e controle de criadouros.
Entre as iniciativas estão visitas domiciliares, orientação aos moradores, nebulização quando indicada e recolhimento de materiais descartados irregularmente.
As equipes também desenvolvem atividades educativas para estimular a participação da população.
O município mantém acompanhamento epidemiológico dos casos, permitindo identificar áreas que necessitam de maior atenção.
A incorporação da borrifação residual amplia o conjunto de ferramentas utilizadas no controle do mosquito.
A prevenção da dengue exige cuidados simples, mas que precisam ser realizados continuamente.
Os moradores devem manter caixas-d'água bem fechadas, limpar calhas, descartar recipientes sem utilização e evitar o acúmulo de água em vasos, pneus e outros materiais.
Também é importante permitir o acesso de agentes de controle devidamente identificados, quando houver atividades oficiais de vistoria.
A presença de criadouros pode ser comunicada aos canais de atendimento disponibilizados pelo município.
A participação da população é fundamental porque grande parte dos locais utilizados pelo mosquito para reprodução está dentro de imóveis ou em suas proximidades.
A utilização do inseticida de efeito residual representa uma nova etapa das ações de combate ao Aedes aegypti em Taubaté.
A metodologia busca atingir o mosquito em superfícies tratadas e ampliar a duração da ação de controle, respeitando as características técnicas do produto utilizado.
Com mais de 4 mil casos confirmados de dengue até setembro, o município mantém a necessidade de intensificar a prevenção.