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Pescadores de Caraguatatuba, Ubatuba, Ilhabela e São Sebastião discutem melhorias para a pesca artesanal no Litoral Norte
Encontro regional reuniu colônias de pescadores, prefeituras e representantes do Governo Federal para debater regularização de embarcações, preço do combustível, normas ambientais e o período de paralisação da pesca de camarão.
29/10/2026 14h21
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraíba

Representantes do setor pesqueiro de Caraguatatuba, Ubatuba, Ilhabela e São Sebastião participaram, na segunda-feira (26), de uma reunião regional dedicada à discussão de medidas para fortalecer a pesca artesanal no Litoral Norte de São Paulo.

O encontro aconteceu na sede da Colônia de Pescadores Z-8 Benjamin Constant, no bairro Indaiá, em Caraguatatuba, reunindo lideranças das quatro cidades, representantes municipais, integrantes da Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado de São Paulo e membros da Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura.

A reunião contou com a presença do superintendente federal Adauto Batista de Oliveira e de sua equipe, que participaram das discussões sobre questões relacionadas à regularização profissional, às condições de trabalho e à sustentabilidade da atividade.

Entre os assuntos apresentados estiveram as exigências para embarcações, o registro da atividade pesqueira, o preço do combustível e as regras aplicáveis à captura de determinadas espécies.

Quatro municípios participaram do encontro

A reunião reuniu representantes das colônias de pescadores dos quatro municípios do Litoral Norte paulista.

A participação conjunta teve como objetivo discutir problemas que não se limitam às fronteiras municipais e que afetam trabalhadores de diferentes comunidades costeiras.

A pesca artesanal possui importância econômica, cultural e social para a região, sendo uma atividade tradicional de diversas famílias.

Além de contribuir para o abastecimento de pescados, o setor movimenta mercados, restaurantes e outras atividades relacionadas à alimentação e ao turismo.

As demandas apresentadas pelos pescadores envolvem questões administrativas, custos operacionais e regras ambientais que interferem diretamente na rotina de trabalho.

Regularização das embarcações esteve entre os principais assuntos

Um dos temas discutidos foi a documentação necessária para o exercício regular da atividade pesqueira.

Entre as questões apresentadas estão os certificados de registro e autorização das embarcações, além dos procedimentos de vistoria relacionados ao Propesc.

A regularização é importante para que os trabalhadores possam exercer suas atividades dentro das exigências legais aplicáveis.

Entretanto, o cumprimento dos procedimentos também pode envolver dificuldades burocráticas, necessidade de atualização de informações e atendimento a requisitos específicos.

Durante a reunião, os representantes buscaram esclarecer essas questões e discutir possíveis encaminhamentos para facilitar o acesso às informações.

Pescadores debateram subsídio para combustível

O preço do combustível também integrou a pauta.

Para os trabalhadores que dependem de embarcações motorizadas, o abastecimento representa uma despesa relevante nas operações de pesca.

A variação dos preços pode afetar diretamente os custos das viagens e, consequentemente, a renda obtida com a comercialização do pescado.

O encontro discutiu a subvenção do preço do combustível destinada a pescadores artesanais.

A medida está relacionada a programas e condições específicas estabelecidas pelas autoridades competentes.

Não foi anunciado, na publicação oficial, um novo benefício financeiro nem uma alteração imediata nos valores atualmente praticados.

O tema deverá continuar sendo analisado pelas instâncias responsáveis.

Normas ambientais e espécies ameaçadas geram discussões

Outro assunto importante foi o enquadramento de espécies incluídas na lista nacional de animais ameaçados de extinção.

As regras ambientais podem estabelecer restrições à captura de determinadas espécies, considerando a necessidade de preservação dos recursos naturais.

Durante o encontro, os participantes discutiram a importância de análises técnicas sobre atualizações recentes da legislação.

O objetivo é esclarecer como as normas se aplicam à realidade da pesca artesanal praticada no litoral paulista.

A discussão envolve o desafio de conciliar a conservação dos ecossistemas marinhos com a continuidade da atividade econômica desenvolvida pelas comunidades pesqueiras.

Os participantes também defenderam o alinhamento de informações entre os órgãos públicos e as entidades representativas dos trabalhadores.

Período de paralisação da pesca de camarão entrou na pauta

A reunião também abordou o período de paralisação da pesca de camarão.

As restrições temporárias à captura de determinadas espécies são instrumentos utilizados para favorecer a reprodução e a conservação dos estoques pesqueiros.

Esses períodos podem provocar mudanças na rotina dos trabalhadores, exigindo planejamento e observância das regras estabelecidas pelas autoridades.

Por isso, representantes do setor discutiram as condições aplicáveis à atividade e a necessidade de orientações claras aos pescadores.

Também foram debatidos assuntos relacionados ao uso do cerco flutuante, modalidade tradicional de pesca presente em comunidades do litoral.

Emissão de nota fiscal e ICMS também foram discutidos

Entre as demandas econômicas e administrativas apresentadas estiveram questões relacionadas à emissão de nota fiscal de produtor rural.

A formalização das operações comerciais é importante para o registro das atividades e o cumprimento das exigências tributárias.

Os participantes também discutiram a possibilidade de isenção de ICMS para pescadores primários.

Essa questão depende de análise jurídica e tributária, conforme as competências e normas aplicáveis.

O encontro não resultou no anúncio de uma nova isenção, mas permitiu apresentar a demanda às autoridades.

Relatório de atividade pesqueira é importante para regularização

O Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) também foi abordado durante a reunião.

O documento está relacionado à comprovação e ao acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos profissionais da pesca, conforme as regras aplicáveis.

O cumprimento das obrigações cadastrais pode ser necessário para manter a situação regular junto aos órgãos responsáveis.

Durante a reunião, os representantes discutiram a necessidade de orientar os trabalhadores sobre os procedimentos e exigências relacionados ao exercício da profissão.

O acesso a informações atualizadas é importante para evitar dificuldades administrativas e permitir a continuidade regular das atividades.

Pesca artesanal tem importância histórica no Litoral Norte

A pesca artesanal faz parte da identidade de diversas comunidades do Litoral Norte de São Paulo.

Em bairros costeiros e comunidades tradicionais, a atividade está associada à transmissão de conhecimentos sobre o mar, as espécies e as técnicas de captura.

Além de sua relevância econômica, a pesca possui um papel cultural importante para a região.

Os trabalhadores enfrentam desafios relacionados às condições do tempo, aos custos operacionais e às mudanças na legislação.

Por isso, o diálogo entre colônias de pescadores e órgãos públicos é importante para compreender as demandas e construir encaminhamentos adequados.

Demandas serão encaminhadas aos governos estadual e federal

Segundo a Prefeitura de Caraguatatuba, os assuntos discutidos serão encaminhados às instâncias competentes para análise.

Entre os órgãos envolvidos estão o Governo do Estado de São Paulo e o Ministério da Pesca e Aquicultura.

A articulação regional busca reunir as demandas dos municípios e favorecer o encaminhamento de questões comuns.

O processo não representa aprovação automática das solicitações, uma vez que cada proposta depende de análise técnica, administrativa e, quando necessário, legislativa.

Integração regional busca fortalecer o setor

A participação de Caraguatatuba, Ubatuba, Ilhabela e São Sebastião reforça a importância do diálogo regional sobre a atividade pesqueira.

As discussões envolveram desde a documentação das embarcações até questões ambientais e econômicas que afetam o cotidiano dos trabalhadores.

A aproximação entre as colônias, as administrações municipais e os órgãos estaduais e federais poderá contribuir para esclarecer procedimentos e buscar soluções para demandas compartilhadas.

O objetivo apresentado no encontro foi fortalecer a pesca artesanal, melhorar as condições de trabalho e conciliar o desenvolvimento econômico com a conservação dos recursos marinhos.