Moradores do Jardim Kanimar, em Atibaia, na região bragantina, enfrentam pelo segundo dia consecutivo os transtornos provocados por alagamentos. Nesta terça-feira (27), ruas do bairro continuavam tomadas pela água, que chegou à altura dos joelhos em determinados pontos, dificultando a circulação de pedestres e o deslocamento das famílias.
O problema começou na segunda-feira (26), quando a água invadiu as vias do bairro e comprometeu o acesso às residências.
Segundo relatos de moradores à TV Vanguarda, esta é a sexta inundação registrada na região somente em 2026, evidenciando a recorrência dos alagamentos.
A situação provocou preocupação entre os moradores, especialmente diante da possibilidade de elevação do nível da água. Uma família decidiu deixar temporariamente a residência e procurar abrigo na casa de parentes.
O alagamento atingiu a principal via do Jardim Kanimar, obrigando moradores a atravessarem trechos com água acumulada para realizar atividades cotidianas.
A dona de casa Ivani Rocha precisou enfrentar a situação para levar a filha à escola.
Com a água chegando à altura dos joelhos, o deslocamento se tornou mais difícil, principalmente para crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
O acúmulo de água também provocou preocupação entre famílias que acompanham as condições do bairro diante da possibilidade de novos episódios de chuva.
Além das dificuldades para sair de casa, os moradores relataram insegurança em relação ao avanço da inundação.
De acordo com os relatos apresentados pelos moradores, o Jardim Kanimar já enfrentou seis episódios de inundação em 2026.
O caso anterior havia ocorrido na primeira quinzena de setembro, pouco mais de um mês antes dos novos alagamentos.
A frequência das ocorrências tem provocado insatisfação entre os moradores, que cobram intervenções capazes de reduzir os impactos das chuvas.
O autônomo Damião Nascimento, ouvido pela TV Vanguarda, criticou a situação e afirmou que a comunidade não percebe avanços suficientes para solucionar o problema.
A principal preocupação está relacionada à repetição dos alagamentos e aos transtornos que afetam a rotina das famílias.
O aumento do nível da água levou uma família a buscar abrigo na residência de parentes.
A decisão foi motivada pelo receio de que a inundação avançasse e comprometesse ainda mais as condições de segurança.
Em episódios de alagamento, a permanência em áreas atingidas pode oferecer riscos, especialmente quando há dificuldade de acesso aos serviços de emergência.
A água acumulada também pode ocultar buracos, objetos cortantes e outras situações perigosas.
Por isso, a orientação dos órgãos de Defesa Civil é evitar atravessar áreas inundadas e procurar locais seguros quando houver risco à integridade das pessoas.
Questionada pela imprensa sobre a situação do Jardim Kanimar, a Prefeitura de Atibaia informou que pretende concluir, até julho de 2027, a construção de um piscinão e de um muro de contenção na margem do Rio Atibaia.
As intervenções fazem parte das medidas planejadas para reduzir os problemas de inundação na região.
O piscinão é uma estrutura destinada à retenção temporária de águas pluviais, contribuindo para diminuir o volume que chega de maneira concentrada a determinados pontos.
Já o muro de contenção previsto para a margem do rio deverá integrar as intervenções destinadas à proteção das áreas afetadas.
A Prefeitura não apresentou, na atualização consultada, detalhes suficientes para avaliar o estágio de execução das obras.
Em nota encaminhada à TV Vanguarda, a Prefeitura de Atibaia informou que não esteve no Jardim Kanimar na segunda-feira (26).
A administração também afirmou que não recebeu pedidos de disponibilização de barcos por parte dos moradores.
Segundo o município, o nível da água não havia atingido condições que permitissem a navegação de embarcações.
A emissora voltou a procurar a Prefeitura na manhã desta terça-feira para solicitar informações atualizadas sobre a situação, mas não havia recebido uma nova resposta até o fechamento da reportagem consultada.
A repetição dos alagamentos no Jardim Kanimar reforça a preocupação da comunidade com as condições de drenagem e com os impactos das chuvas.
Os moradores esperam que as intervenções anunciadas contribuam para reduzir a frequência e a intensidade das inundações.
Enquanto as obras não são concluídas, as famílias continuam expostas aos transtornos provocados pelo acúmulo de água, especialmente em períodos de instabilidade climática.
A situação também demonstra a importância do acompanhamento das áreas vulneráveis e da adoção de medidas preventivas para reduzir os riscos à população.
Com mais um episódio registrado nesta terça-feira, o Jardim Kanimar volta a enfrentar dificuldades que, segundo os moradores, já se repetiram seis vezes desde o início de 2026.