Polícia Cidades
Empresário acusado de agredir e ameaçar esposa deixa prisão após decisão da Justiça de São Paulo
Ivo Vel Kos, de 48 anos, estava preso preventivamente desde agosto; processo por lesão corporal e ameaça continua, e medidas protetivas concedidas à esposa permanecem como parte do caso.
22/10/2026 14h06
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraíba

O empresário Ivo Vel Kos, de 48 anos, conhecido por sua atuação no mercado financeiro da região da Faria Lima, na capital paulista, deixou a prisão após uma decisão da Justiça. A soltura foi divulgada nesta quinta-feira, 22 de outubro, cerca de dois meses depois de sua prisão sob acusação de agredir e ameaçar a esposa, a cirurgiã-dentista Giullia Falcão, de 27 anos.

O empresário havia sido detido em agosto, após uma ocorrência de violência doméstica registrada na zona oeste de São Paulo. Posteriormente, tornou-se réu pelos crimes de lesão corporal contra mulher e ameaça.

A Secretaria da Administração Penitenciária confirmou que ele deixou a unidade prisional. Os fundamentos completos da nova decisão judicial, entretanto, não foram divulgados nas informações consultadas.

Prisão ocorreu após denúncia de agressões

O caso teve início na noite de 14 de agosto, quando o casal retornava de um jantar na capital paulista.

Segundo o relato apresentado pela dentista às autoridades, a discussão começou dentro de um automóvel, onde ela teria sido agredida com socos.

A vítima também relatou que as agressões continuaram nas proximidades e no interior da residência do casal, envolvendo golpes e ameaças.

Após a ocorrência, Giullia divulgou imagens nas redes sociais mostrando ferimentos no rosto e relatou episódios anteriores de violência durante o relacionamento.

O empresário foi preso em flagrante, e a prisão posteriormente foi convertida em preventiva.

Justiça recebeu denúncia do Ministério Público

Em agosto, a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Ivo Kos.

Com isso, ele passou à condição de réu pelos crimes de lesão corporal contra mulher e ameaça.

Na ocasião, a Justiça também negou um pedido da defesa para substituição da prisão preventiva por domiciliar.

O processo prosseguiu enquanto o empresário permaneceu custodiado.

A decisão anunciada em 22 de outubro alterou sua situação de prisão, mas não representa absolvição nem encerramento da ação penal.

Dentista recebeu medidas protetivas

Durante a tramitação do caso, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência a Giullia Falcão.

Entre as determinações divulgadas está a proibição de aproximação do empresário a uma distância inferior a 300 metros da vítima.

Também foram estabelecidas restrições de contato com a dentista.

As medidas têm como finalidade preservar a segurança da pessoa protegida enquanto o caso é acompanhado pelas autoridades.

Não foi possível confirmar se a decisão de soltura alterou alguma condição específica dessas determinações. Portanto, não há fundamento para afirmar que as medidas tenham sido revogadas.

Defesa contesta parte das acusações

As versões apresentadas pelos envolvidos divergem em relação a alguns acontecimentos.

Conforme informações do boletim de ocorrência divulgadas anteriormente, o empresário admitiu ter desferido um soco, mas contestou outras acusações, incluindo o uso de determinados objetos e ameaças relatadas pela esposa.

A dentista, por sua vez, apresentou relatos de agressões e intimidação.

Essas divergências integram a apuração judicial, na qual serão analisados os depoimentos, os exames periciais e os demais elementos de prova.

A responsabilização definitiva dependerá das decisões tomadas ao longo do processo.

Soltura não encerra processo criminal

A liberdade concedida durante a tramitação de uma ação penal não significa que as acusações tenham sido afastadas.

O processo poderá continuar com a produção e a análise das provas, respeitando as garantias legais das partes envolvidas.

Até o momento, não foi identificada sentença definitiva sobre as acusações de lesão corporal e ameaça.

A decisão de soltura representa uma mudança na situação cautelar do empresário, que estava preso preventivamente.

Violência doméstica exige proteção às vítimas

A legislação brasileira prevê mecanismos de proteção para mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Entre eles estão medidas judiciais destinadas a restringir o contato e a aproximação de pessoas investigadas ou acusadas, quando presentes os requisitos legais.

Mulheres que enfrentam violência podem procurar a Polícia Civil, as Delegacias de Defesa da Mulher e os serviços especializados de atendimento.

A Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, oferece orientações e encaminhamento de denúncias. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

O caso envolvendo Ivo Kos continua sujeito à análise judicial, mesmo após sua saída da prisão.