Taubaté enfrenta um cenário preocupante em relação à dengue em 2026. Dados da Secretaria de Estado da Saúde divulgados nesta segunda-feira, 19 de outubro, apontam que o município registrou 4.070 casos confirmados da doença e 11 mortes desde o início do ano.
O número representa um crescimento de aproximadamente 29,1% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 3.152 casos e nenhum óbito.
O avanço chama atenção porque ocorre em sentido contrário à tendência observada no conjunto do Vale do Paraíba, que apresenta redução expressiva nos registros da doença.
Taubaté concentra atualmente cerca de 40,5% de todas as confirmações de dengue da região.
Enquanto Taubaté registrou crescimento no número de pessoas infectadas, o Vale do Paraíba apresentou redução de 51% nos casos confirmados.
Entre janeiro e outubro de 2026, a região contabilizou 10.030 casos de dengue.
No mesmo intervalo de 2025, haviam sido registrados 20.594 casos.
A diferença demonstra uma diminuição significativa da circulação da doença no conjunto dos municípios analisados.
Entretanto, o aumento em Taubaté indica que a situação epidemiológica não é uniforme e exige acompanhamento específico.
Dos 10.030 casos registrados no Vale do Paraíba, 4.070 ocorreram em Taubaté.
Isso significa que aproximadamente quatro em cada dez pessoas diagnosticadas com dengue na região são moradoras do município.
DENGUE EM 2026 — JANEIRO A OUTUBRO
PARTICIPAÇÃO NOS CASOS DO VALE
O indicador reforça a necessidade de intensificar as ações de vigilância e prevenção, especialmente nas áreas com maior concentração de ocorrências.
Além do aumento das infecções, Taubaté registrou 11 mortes por dengue em 2026.
No mesmo período do ano passado, não haviam sido contabilizados óbitos no município.
O número de vítimas representa uma das principais preocupações das autoridades de saúde.
Na região como um todo, foram registradas 18 mortes neste ano, contra 24 no período equivalente de 2025.
Assim, enquanto o Vale apresentou redução de 25% nos óbitos, Taubaté concentrou mais da metade das mortes regionais.
Comparação dos períodos equivalentes de janeiro a outubro de 2025 e 2026.
A comparação evidencia a diferença de comportamento da doença.
Em Taubaté, os casos aumentaram de 3.152 para 4.070.
Já no Vale do Paraíba, o total caiu de 20.594 para 10.030.
Os dados mostram que a redução regional não elimina a necessidade de ações específicas nos municípios onde a transmissão permanece elevada.
A dengue é uma doença viral transmitida principalmente pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti.
O inseto também pode transmitir outras doenças, como zika e chikungunya.
Sua reprodução ocorre em recipientes que acumulam água, incluindo caixas-d'água destampadas, pneus, vasos, garrafas e outros objetos.
A eliminação desses locais é uma das principais medidas para reduzir a proliferação do mosquito.
Entre os sintomas mais comuns da dengue estão febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos, fraqueza e manchas avermelhadas na pele.
Em alguns casos, a doença pode evoluir para formas graves.
Sinais como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou desmaio exigem atendimento médico imediato.
Pessoas com suspeita de dengue devem procurar orientação profissional e evitar a automedicação, especialmente com medicamentos que podem aumentar o risco de sangramento, como ácido acetilsalicílico e alguns anti-inflamatórios.
A redução dos criadouros do mosquito depende de medidas contínuas dentro das residências e em espaços públicos.
Entre os cuidados recomendados estão manter caixas-d'água bem fechadas, limpar calhas, eliminar recipientes com água acumulada e descartar corretamente pneus e materiais sem utilização.
Também é importante verificar ralos, vasos de plantas, quintais e áreas externas.
A vistoria frequente dos imóveis ajuda a identificar possíveis focos antes que o mosquito complete seu ciclo de reprodução.
A Prefeitura de Taubaté mantém informações sobre a situação epidemiológica da dengue e desenvolve ações de acompanhamento da doença.
Os registros são utilizados para orientar medidas de controle e prevenção.
A atualização dos indicadores permite avaliar a evolução das infecções e identificar a necessidade de intensificar as atividades de combate ao mosquito.
Os números divulgados em 19 de outubro representam o cenário conhecido até a data do levantamento e poderão sofrer alterações com novas notificações e confirmações.
O crescimento de 29% nos casos e a confirmação de 11 mortes colocam Taubaté em situação de destaque no cenário epidemiológico regional.
Mesmo com a redução expressiva da dengue no conjunto do Vale do Paraíba, os indicadores do município mostram que a prevenção precisa continuar.
A eliminação de criadouros, a identificação precoce dos sintomas e o acesso oportuno aos serviços de saúde são fundamentais para reduzir o risco de novos casos e complicações.