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CESP utiliza robô subaquático e conclui inspeção preventiva na Usina Hidrelétrica de Paraibuna
Tecnologia permitiu examinar o túnel adutor da unidade sem a necessidade de esvaziar a estrutura ou enviar profissionais ao seu interior, ampliando a segurança do procedimento.
17/10/2026 15h40
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraíba

A Companhia Energética de São Paulo (CESP) concluiu a inspeção preventiva do túnel adutor da Usina Hidrelétrica de Paraibuna, no Vale do Paraíba, utilizando tecnologia robótica subaquática.

O procedimento foi finalizado em apenas um dia, conforme divulgação da empresa repercutida pelo AgoraVale neste sábado, 17 de outubro.

A operação representa um avanço na utilização de equipamentos operados remotamente para avaliar estruturas de geração de energia.

A tecnologia permite realizar verificações em locais de difícil acesso, reduzindo a necessidade de exposição direta de trabalhadores a ambientes submersos.

Robôs subaquáticos foram utilizados na operação

A inspeção contou com equipamentos conhecidos como ROVs, sigla em inglês para veículos operados remotamente.

Esses robôs são controlados por operadores que permanecem fora da estrutura inspecionada.

Os equipamentos utilizados na operação foram apresentados como dotados de câmeras de alta definição e tecnologia de sonar.

Esses recursos permitem observar as condições internas de estruturas submersas e coletar informações que auxiliam as equipes técnicas.

A utilização dos robôs havia sido anunciada pela CESP como uma iniciativa inédita na inspeção do túnel adutor da usina.

 

Túnel possui mais de 300 metros de extensão

O túnel adutor da Usina Hidrelétrica de Paraibuna possui mais de 300 metros de extensão.

A estrutura é responsável por conduzir a água do reservatório até o sistema de geração de energia.

Por desempenhar uma função essencial no funcionamento da usina, o túnel precisa ser acompanhado por procedimentos de inspeção e manutenção.

A avaliação de suas condições internas permite reunir informações para o planejamento de intervenções preventivas, quando necessárias.

Inspeção foi concluída em um dia

A programação inicial previa a realização dos trabalhos nos dias 15 e 16 de outubro.

Entretanto, a informação divulgada após a operação aponta que a inspeção foi concluída em apenas um dia.

O resultado demonstra a agilidade proporcionada pelo emprego de equipamentos operados remotamente.

A notícia consultada não detalha os resultados técnicos completos da avaliação nem informa a identificação de eventuais necessidades de manutenção.

Tecnologia reduz exposição de trabalhadores

Uma das vantagens da utilização de robôs subaquáticos é a possibilidade de examinar estruturas sem que profissionais precisem entrar diretamente no ambiente inspecionado.

Em locais submersos ou de acesso restrito, a inspeção convencional pode exigir procedimentos complexos de segurança.

Com os ROVs, parte desse trabalho é realizada por equipamentos controlados a distância.

O recurso contribui para reduzir riscos operacionais e ampliar a capacidade de observação das equipes.

Procedimento não exigiu esvaziamento do túnel

Outro diferencial anunciado pela CESP foi a possibilidade de executar a inspeção sem esvaziar o túnel adutor.

Essa característica reduz a complexidade do procedimento e pode facilitar o planejamento das atividades de manutenção.

A utilização de câmeras e sensores permite examinar determinadas condições internas mesmo com a estrutura submersa.

A análise das imagens e dos dados coletados pode auxiliar a equipe técnica a avaliar o estado de conservação dos componentes.

Vazão do Rio Paraíba do Sul teve previsão de ajuste temporário

Antes da operação, a CESP havia informado que seria necessário realizar ajustes temporários na liberação de água pela usina.

O planejamento previa períodos de até quatro horas de vazão zero, durante a madrugada, entre 0h e 4h, nos dias inicialmente reservados para os trabalhos.

Segundo a empresa, a medida seria controlada e não deveria comprometer o abastecimento das comunidades localizadas abaixo da usina.

A companhia esclareceu que a redução temporária da liberação de água não significava o esvaziamento do reservatório nem a interrupção completa do fluxo do rio.

Como a inspeção foi concluída em um dia, não foi possível confirmar se todos os períodos de ajuste inicialmente previstos chegaram a ser utilizados.

 

Monitoramento ambiental integrou planejamento

A CESP também anunciou medidas de acompanhamento ambiental relacionadas à inspeção.

O planejamento contemplava o monitoramento da qualidade da água e da fauna aquática antes, durante e depois do procedimento.

Essas ações são importantes porque alterações operacionais em empreendimentos hidrelétricos precisam considerar possíveis efeitos sobre o ambiente aquático.

A companhia também informou previamente as comunidades do entorno sobre a atividade programada.

Usina possui capacidade instalada de 87 megawatts

A Usina Hidrelétrica de Paraibuna possui duas unidades geradoras e capacidade instalada de 87 megawatts.

O empreendimento integra a infraestrutura de geração de energia da região e utiliza a água do reservatório para movimentar seus equipamentos de geração.

USINA HIDRELÉTRICA DE PARAIBUNA

87 MW

Capacidade instalada

2

Unidades geradoras

300+ m

Extensão do túnel adutor

1 dia

Duração informada da inspeção

A manutenção preventiva dessas estruturas é fundamental para acompanhar as condições dos equipamentos e planejar ações de conservação.

Inovação tecnológica fortalece manutenção preventiva

A conclusão da inspeção com apoio de robôs subaquáticos demonstra como novas tecnologias podem ser incorporadas às atividades de monitoramento de infraestrutura.

Além de reduzir a exposição dos profissionais, o uso desses equipamentos pode proporcionar maior agilidade na coleta de informações técnicas.

O procedimento também contribui para ampliar o conhecimento sobre as condições internas de estruturas que não podem ser observadas diretamente durante a operação cotidiana.

Operação representa avanço na inspeção de estruturas

Com a finalização dos trabalhos, a CESP concluiu uma etapa de avaliação preventiva do túnel adutor da Usina de Paraibuna.

O uso de equipamentos operados remotamente representa uma alternativa tecnológica para atividades realizadas em ambientes submersos e de acesso limitado.

A iniciativa evidencia a importância da inovação na manutenção de empreendimentos hidrelétricos e no acompanhamento de estruturas essenciais à geração de energia.