Polícia Cidades
Morre homem suspeito de matar ex-namorada a tiros em Pindamonhangaba
Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos, estava preso desde agosto pela morte de Lívia Berthoud, de 23 anos; óbito ocorreu em unidade hospitalar do sistema penitenciário e foi registrado como morte suspeita.
14/10/2026 15h04
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraíba

Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos, suspeito de matar a tiros a ex-namorada Lívia Berthoud, de 23 anos, em Pindamonhangaba, morreu no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, na capital paulista.

A morte foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). O homem estava preso desde agosto deste ano, quando foi detido após o crime que vitimou a jovem estudante de Direito.

Segundo as informações divulgadas, o óbito foi registrado como morte suspeita, e a causa ainda não havia sido esclarecida.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos necessários à apuração das circunstâncias da morte.

Suspeito estava internado após ferimento por arma de fogo

Carlos Eduardo foi preso em flagrante após o assassinato da ex-namorada.

Na ocasião, ele apresentava um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na região do pescoço e precisou receber atendimento médico.

Posteriormente, foi transferido para o Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, onde permaneceu sob custódia.

A Secretaria da Administração Penitenciária informou que a família do detento foi comunicada sobre a morte.

As circunstâncias do óbito deverão ser esclarecidas pelos órgãos responsáveis.

Lívia Berthoud era estudante de Direito

A vítima, Lívia Berthoud, tinha 23 anos, estudava Direito na Universidade de Taubaté (Unitau) e realizava estágio no Tribunal de Justiça de São Paulo.

A jovem foi morta a tiros em Pindamonhangaba, em agosto de 2026.

De acordo com as informações da investigação, o suspeito não aceitava o término do relacionamento.

Lívia havia solicitado uma medida protetiva e relatado ameaças de morte atribuídas ao ex-companheiro.

O caso provocou repercussão na região e reacendeu o debate sobre a violência contra mulheres e a importância das medidas de proteção às vítimas.

Investigação encontrou elementos relacionados ao crime

Durante a apuração, a Polícia Civil reuniu elementos que associavam Carlos Eduardo ao assassinato.

Entre os materiais identificados estavam a arma utilizada no crime e uma inscrição com o nome da vítima, feita com sangue em um espelho.

O conjunto de informações passou a integrar a investigação do feminicídio.

Com a morte do investigado, a responsabilização penal pessoal deixa de ser possível, embora permaneça a necessidade de esclarecimento dos fatos e das circunstâncias relacionadas ao caso.

Família lamenta morte antes de julgamento

Familiares de Lívia lamentaram a morte do suspeito antes de uma decisão judicial definitiva sobre o assassinato.

A família destacou a importância de que o crime fosse esclarecido e julgado, preservando a memória da jovem.

A morte de Carlos Eduardo encerra a possibilidade de uma condenação penal contra ele, mas não diminui a gravidade da violência sofrida pela vítima.

Violência contra a mulher exige atenção permanente

O caso de Lívia Berthoud evidencia a importância do enfrentamento à violência doméstica e aos comportamentos de ameaça e perseguição após o término de relacionamentos.

No Brasil, a Lei Maria da Penha estabelece mecanismos de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Entre esses instrumentos estão as medidas protetivas de urgência, que podem determinar restrições de contato e aproximação por parte do agressor.

Mulheres que enfrentam situações de violência podem buscar atendimento pela Central de Atendimento à Mulher, no telefone 180. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

A morte do investigado será apurada, enquanto o assassinato de Lívia permanece como mais um caso de violência contra a mulher registrado no Vale do Paraíba.