Educação Cidades
Caraguatatuba capacita 2,6 mil profissionais da rede municipal em primeiros socorros e reforça segurança nas escolas
Treinamento envolveu servidores de 64 unidades escolares, com aulas práticas de reanimação cardiopulmonar e técnicas de desengasgo; formação atende às exigências da Lei Lucas.
09/10/2026 15h57
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraíba

A Prefeitura de Caraguatatuba concluiu uma importante etapa de capacitação dos profissionais da rede municipal de ensino, preparando aproximadamente 2.600 servidores para agir em situações de emergência dentro das escolas.

A formação, organizada pela Secretaria Municipal de Educação, contemplou professores, auxiliares de desenvolvimento infantil, agentes de apoio escolar, inspetores de alunos e gestores das 64 unidades escolares do município.

O ciclo de treinamentos foi desenvolvido entre julho de 2025 e outubro de 2026, com o objetivo de ampliar a segurança no ambiente escolar e preparar os profissionais para prestar os primeiros cuidados até a chegada das equipes especializadas de resgate.

Última etapa aconteceu na Praia das Palmeiras

A etapa final da capacitação foi realizada na quarta-feira (8), na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Ricardo Luques Sammarco Serra, localizada no bairro Praia das Palmeiras.

Durante o encontro, os participantes receberam orientações sobre procedimentos básicos de primeiros socorros, com demonstrações e atividades práticas.

O treinamento foi conduzido pelo cabo da Polícia Militar Sérgio da Silva Costa, integrante do Corpo de Bombeiros de Caraguatatuba.

O profissional apresentou técnicas de atendimento a vítimas de engasgo e procedimentos de reanimação cardiopulmonar (RCP).

Capacitação ensina técnicas para diferentes faixas etárias

Um dos principais temas abordados durante as aulas foi a identificação e o atendimento de situações de obstrução das vias aéreas.

Os participantes receberam orientações sobre manobras de desengasgo adequadas a diferentes faixas etárias, incluindo bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos.

A formação também contemplou procedimentos de reanimação cardiopulmonar, utilizados em determinadas situações de parada cardiorrespiratória.

Os exercícios foram realizados com bonecos de treinamento, permitindo que os profissionais praticassem as técnicas em um ambiente supervisionado.

As manobras devem ser executadas de acordo com a idade e as condições da vítima, seguindo as orientações recebidas durante a capacitação e dos serviços de emergência.

Curso teve 20 horas de formação

A capacitação foi estruturada em duas etapas, combinando atividades teóricas e práticas.

Os servidores participaram de 16 horas de conteúdo on-line, disponibilizado pelo Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, além de quatro horas de aulas práticas presenciais.

O formato permitiu que os profissionais tivessem acesso aos conhecimentos básicos antes de participar das demonstrações e exercícios supervisionados.

Durante o treinamento, o cabo Sérgio da Silva Costa também reforçou a importância de manter a calma diante de uma emergência e acionar imediatamente os serviços especializados.

Em situações que exigem socorro, os contatos são 192, do SAMU, e 193, do Corpo de Bombeiros.

Lei Lucas tornou treinamento obrigatório

A capacitação atende às exigências da Lei Federal nº 13.722/2018, conhecida como Lei Lucas.

A legislação estabelece a obrigatoriedade de capacitação em noções básicas de primeiros socorros para professores e funcionários de estabelecimentos públicos e privados de educação básica e de recreação infantil.

A lei recebeu esse nome em homenagem a Lucas Begalli Zamora, menino de 10 anos que morreu em 2017 após sofrer um engasgo durante um passeio escolar.

Na ocasião, a ausência de pessoas preparadas para realizar os procedimentos necessários contribuiu para a mobilização em defesa de medidas preventivas.

A mãe do menino, Alessandra Begalli, passou a atuar pela ampliação da capacitação de profissionais que trabalham diretamente com crianças.

A mobilização contribuiu para a aprovação da legislação federal, sancionada em outubro de 2018.

Preparação pode fazer diferença em situações de emergência

No ambiente escolar, acidentes e intercorrências de saúde podem acontecer durante atividades recreativas, refeições, práticas esportivas e outras situações cotidianas.

Nesses momentos, a identificação rápida de uma emergência e o acionamento adequado dos serviços de resgate são fundamentais.

A capacitação em primeiros socorros não substitui o atendimento médico, mas prepara os profissionais para reconhecer situações de risco e adotar medidas iniciais compatíveis com o treinamento recebido.

Esse conhecimento pode contribuir para reduzir o agravamento de determinadas ocorrências enquanto a assistência especializada está a caminho.

Segurança escolar envolve toda a comunidade

A participação de profissionais de diferentes funções demonstra que a segurança no ambiente escolar não depende exclusivamente dos professores.

Auxiliares, inspetores, gestores e demais trabalhadores também podem presenciar situações que exigem uma resposta rápida.

A formação conjunta favorece a organização das equipes e a compreensão dos procedimentos que devem ser adotados em caso de emergência.

Além disso, contribui para fortalecer a cultura de prevenção e cuidado nas unidades de ensino.

Formação alcançou as 64 escolas municipais

Com a conclusão do ciclo, Caraguatatuba contabiliza aproximadamente 2.600 servidores capacitados em noções básicas de primeiros socorros.

A abrangência da iniciativa representa um avanço na preparação dos profissionais que atuam diariamente com crianças e adolescentes.

A continuidade das ações de atualização e treinamento será importante para manter os conhecimentos adquiridos e reforçar a segurança das comunidades escolares.

A iniciativa demonstra a importância de investir não apenas na infraestrutura das escolas, mas também na preparação das equipes responsáveis pelo atendimento e pela proteção dos estudantes