O tráfico de animais e plantas encontrou nas plataformas digitais uma nova forma de alcançar compradores e ampliar sua escala. Anúncios e conteúdos relacionados à comercialização de espécies aparecem em serviços como Facebook, TikTok e Shopee, aumentando os desafios enfrentados pelas autoridades e organizações que combatem o comércio ilegal.
A facilidade para criar perfis, divulgar produtos e estabelecer contato entre vendedores e interessados permite que negociações migrem rapidamente entre diferentes plataformas e canais privados.
O problema envolve tanto animais silvestres quanto plantas retiradas irregularmente da natureza. Além do impacto sobre a biodiversidade, o comércio clandestino pode favorecer maus-tratos, disseminação de doenças e retirada de espécies ameaçadas de seus habitats.
Plataformas digitais possuem políticas que restringem ou proíbem determinados tipos de comércio, mas a grande quantidade de publicações e as estratégias utilizadas pelos vendedores dificultam a identificação de todos os anúncios.
Especialistas defendem uma combinação de fiscalização, tecnologia e cooperação entre empresas e autoridades para identificar redes de comercialização e reduzir a circulação ilegal de espécies pela internet.