O chamado Inquérito das Fake News, aberto pelo Supremo Tribunal Federal em 2019, tornou-se uma das investigações de maior repercussão política e jurídica dos últimos anos no Brasil. Sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, o procedimento acumulou decisões envolvendo buscas, bloqueios de contas e outras medidas judiciais.
A investigação foi criada inicialmente para apurar ameaças, notícias fraudulentas e ataques dirigidos aos ministros e à própria instituição. Com o avanço das apurações, diferentes pessoas e grupos passaram a ser investigados por possíveis ações coordenadas no ambiente digital.
Ao longo dos anos, Moraes determinou medidas contra investigados e perfis em plataformas digitais. Algumas decisões provocaram debates sobre liberdade de expressão, atribuições do STF, devido processo legal e limites da atuação das redes sociais.
Defensores das medidas argumentam que a atuação foi necessária diante de ameaças às instituições e de ações organizadas contra o Estado Democrático de Direito. Críticos, por outro lado, questionam aspectos relacionados à abertura e à duração do inquérito, à concentração de funções no Supremo e ao alcance de determinadas decisões.
O procedimento também acabou relacionado a outras investigações conduzidas no STF sobre atuação digital e ataques às instituições, tornando-se uma peça importante para compreender decisões tomadas pela Corte nos últimos anos.