A popularização dos medicamentos utilizados contra a obesidade trouxe também uma preocupação crescente: pessoas que compram produtos pela internet ou importados, muitas vezes de procedência duvidosa, e fazem uso das substâncias sem diagnóstico, prescrição ou acompanhamento profissional. Especialistas alertam que a prática representa um problema de saúde pública.
Medicamentos como semaglutida e liraglutida atuam de forma semelhante ao hormônio GLP-1, produzido pelo organismo e relacionado, entre outras funções, ao controle do apetite. Já a tirzepatida atua sobre GLP-1 e GIP. Esses tratamentos podem reduzir o apetite e aumentar a sensação de saciedade, mas precisam ser utilizados de acordo com indicação médica.
O problema se agrava quando produtos são adquiridos por canais irregulares ou utilizados por conta própria. Sem acompanhamento, o paciente fica exposto a riscos relacionados à procedência, conservação, dosagem e indicação do medicamento, além da possibilidade de efeitos adversos.
Especialistas destacam que a obesidade é uma doença crônica e que os novos medicamentos representam um avanço importante quando corretamente indicados. O tratamento seguro, porém, depende de avaliação individualizada, prescrição, medicamentos de procedência regular e acompanhamento profissional, evitando que a busca por resultados rápidos transforme terapias eficazes em práticas potencialmente perigosas.