A urna eletrônica completa 30 anos em 2026 com uma trajetória marcada não apenas pela modernização do processo de votação, mas também pela ampliação das condições para que eleitores de regiões isoladas possam participar das eleições.
Em São Paulo, a Justiça Eleitoral organiza estruturas específicas para alcançar moradores de comunidades de difícil acesso. A iniciativa beneficia populações caiçaras, quilombolas e moradores de assentamentos rurais, reduzindo a necessidade de longos deslocamentos para que essas pessoas exerçam o direito ao voto.
Entre os locais que já receberam seções eleitorais especiais estão as comunidades de Bonete e Castelhanos, em Ilhabela, e Camburi, em Ubatuba, no Litoral Norte. Comunidades quilombolas e assentamentos de outras regiões paulistas também fazem parte da estratégia. Em operação anterior, seis seções foram instaladas para atender aproximadamente 1,1 mil eleitores dessas localidades.
As normas da Justiça Eleitoral também estabelecem medidas para facilitar o exercício dos direitos políticos de indígenas e quilombolas, respeitando características específicas dessas populações e seus territórios.
Três décadas após sua implantação, a urna eletrônica permanece como elemento central das eleições brasileiras, enquanto a logística para levar os equipamentos aos pontos mais distantes evidencia outro desafio: garantir que o acesso à votação alcance eleitores independentemente de onde vivem.