Pesquisadores brasileiros trabalham no desenvolvimento de uma versão humanizada da terapia CAR-T, tratamento que modifica células do sistema imunológico do próprio paciente para que elas sejam capazes de reconhecer e combater determinadas células cancerígenas.
O projeto reúne pesquisadores de instituições brasileiras e busca desenvolver uma tecnologia nacional que possa reduzir os custos associados ao tratamento. Atualmente, o alto valor é uma das principais barreiras para que a terapia seja disponibilizada em maior escala.
No procedimento, células T são retiradas do paciente e passam por uma modificação genética. Depois desse processo, elas são novamente introduzidas no organismo com a capacidade de identificar determinados alvos presentes nas células tumorais.
Os pesquisadores brasileiros desenvolveram versões humanizadas de CAR-T anti-CD19 utilizando uma estratégia não viral. Os resultados obtidos até agora são pré-clínicos, o que significa que a tecnologia ainda precisa passar por outras etapas de pesquisa e avaliação antes de uma eventual utilização ampla em pacientes.
A expectativa é que o domínio nacional das diferentes etapas de desenvolvimento e produção possa diminuir custos e contribuir, futuramente, para ampliar o acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).